Turismo Consciente na
Costa da Mata Atlântica
(Baixada Santista)
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Litoral Paulista sofre com erosão

Por..:: Marcus Fernandes

Estudos coordenados pela geóloga Celia Regina de Gouveia Souza demonstram que a praia de Itaguaré Bertioga / SP - apresenta fortes indícios de erosão – um problema que vem crescendo no litoral paulista.
 
Os dados indicam que em 2001, 22,8% das praias paulistas estavam em ‘risco muito alto’ de erosão. No último levantamento, feito em 2007, esse índice subiu para 33%. Enquanto isso, as praias com baixo risco de erosão caíram de 5% em 2001, para 2,3% em 2007. “Ou seja, a situação tende a piorar”.

Para a pesquisadora, os motivos são a ocupação inadequada da orla e das planícies costeiras, que entre outros fatores, elimina a vegetação original de "restinga" e altera a rede de drenagem – além de aspectos naturais, como a atual elevação no nível do mar.

Comparação
Um estudo divulgado pelo IBGE revelou que entre dezembro de 2001 e dezembro de 2006, o nível do mar no litoral brasileiro subiu um centímetro.
 
Já no litoral paulista, dados coletados pelo marégrafo (instrumento que registra o fluxo e o refluxo das marés em um determinado ponto da costa) do Instituto Oceanográfico da USP, instalado em Cananéia desde 1954, demonstram que nos últimos 55 anos o nível do mar na região subiu 30 centímetros.
Como referência, dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC/ONU) apontam que o nível do mar tenha subido, em média, 20 centímetros no mundo entre 1990 até 2006.

Ilha Porchat – São Vicente / SP
Para Celia Regina, quanto mais o nível subir, maiores serão os casos de erosão. Ela cita como exemplo desse embate entre o mar e a ocupação humana, a praia do Gonzaguinha, em São Vicente.

“Quando fizeram a ligação com a Ilha Porchat, no final da década de 1940, criou-se um bloqueio impedindo que as areias vindas das praias do Itararé e de Santos chegassem ao Gonzaguinha, que tinha naquelas praias sua principal fonte de sedimentos. Já no começo dos anos 50 começaram a surgir os primeiros sinais de forte erosão”, afirma.

Celia explica que a Prefeitura, na época, começou a construir molhes de pedra para diminuir o impacto. Porém, essas intervenções só pioraram o problema.

“Esses molhes funcionam como uma verdadeira armadilha, aprisionando areia de um lado e aumentando a erosão no lado oposto, pois bloqueiam as correntes costeiras que transportam areias ao longo da praia. Hoje, boa parte dessa praia está desaparecendo, um processo que tende a se intensificar, principalmente com o aquecimento global e a elevação do nível do mar”, relata a pesquisadora.

O vaivem da maré
As planícies costeiras são resultado de um lento e contínuo processo de subidas e descidas do nível dos oceanos, resultado de períodos intercalados de aquecimento e resfriamento do Planeta. Entre 1,5 milhão e 18 mil anos antes do presente, a Terra passou por quatro períodos glaciais. Neles, a temperatura global caiu, o mar recuou e as grandes massas de gelo, hoje confinadas nos pólos Sul e Norte, cresceram e avançaram rumo à linha do Equador.

Porém, nos períodos interglaciais, quando a temperatura se elevou, o gelo derreteu, recuou e o mar voltou a subir. Há cerca de 120 mil anos e também há 5,6 mil anos, por exemplo, o mar, em certos trechos de nosso litoral, chegou até o sopé da Serra do Mar, para em seguida retroceder lentamente.

Durante esses recuos, o mar foi deixando linhas de praia, que agora preenchem grande parte de nossas planícies costeiras, tornando-se as paleopraias. A cada nova subida do nível do mar, parte dessas paleopraias são erodidas.

Foi assim, depositando e erodindo sedimentos, que o nosso litoral foi ganhando as atuais feições. As praias, como as conhecemos hoje, foram tomando forma há cerca de 1,5 mil e 2 mil anos, quando o mar foi recuando até o nível próximo ao atual.

Herbário possui registro da flora
Exemplares de todas as 611 espécies vegetais já catalogadas pelos cientistas na região que vai da praia de Itaguaré até a Serra do Mar estão depositadas no Herbário da Universidade Santa Cecília, o único da Baixada Santista.

Criado em 1998 sob a curadoria da bióloga Zélia Rodrigues de Mello, ele conta hoje com 6 mil exemplares, fazendo parte da Rede Brasileira de Herbários, da Sociedade Botânica do Brasil. Lá, as amostras de plantas são secas sob pressão, entre folhas de papel absorvente, em pranchas de madeira, tecnicamente conhecidas como prensas.

Mantidas em condições de temperatura e umidade constantes, livre do ataque de insetos, podem ser indefinidamente preservadas.

Após a secagem, as plantas são afixadas em cartolinas e recebem um rótulo, onde estão anotadas todas as informações relativas ao local onde foram coletadas e a aspectos que não podem ser recuperados através da amostra, como seu odor e cor das flores e frutos, que se alteram com a secagem.

Os destaques da coleção são a flora da restinga de Bertioga, algas do litoral da Baixada Santista, flora do Jardim Botânico de Santos, plantas medicinais nativas e exóticas utilizadas pela população da Baixada Santista.

Área tem animais endêmicosEstudos realizados ao longo dos últimos anos em Itaguaré indicam a presença de várias espécies de animais endêmicos, ou seja, que não existem em outro local. É o caso, por exemplo, de 13 espécies de anuros (rãs, sapos e pererecas), identificadas por cientistas da USP.

A área também é hábitat de cerca de 230 espécies de aves, muitas delas aquáticas, que nidificam ao longo dos 12,5 km de extensão do rio Itaguaré.

Entre a avifauna, destaque para Tucano-de-Bico-Preto (Ramphastos vitellinus ´´ FOTO), espécie considerada como provavelmente extinta no Estado de São Paulo, pela lista vermelha da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Também há registro da presença de jacarés-do-papo-amarelo, jaguatiricas, onças-pardas e onças-pintadas entre outros mamíferos.

Fonte..:: A Tribuna

(papo de biologia)

sábado, 3 de outubro de 2009

Costa da Mata Atlântica tem crescimento de 7,5% no fluxo de turistas

A renovação do convênio entre o Santos e Região Convention & Visitors Bureau, a nova baixada santista, e o Sebrae-SP completou um ano no mês de setembro, com otimismo das entidades envolvidas no processo de profissionalizar, capacitar e promover a região da Costa da Mata Atlântica, antes conhecida como Baixada Santista, composta por nove cidades do litoral paulista: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Entre os projetos em andamento, merece destaque o diagnóstico da hotelaria da região, que deve terminar em dezembro deste ano. Desenvolvido com a intenção de identificar a situação dos hotéis e o número de leitos dos municípios, para com esses resultados trabalhar na capacitação de profissionais e empresários do trade. Atualmente, estima-se que a Costa tenha 16 mil leitos disponíveis, sendo que 1300 novos já estão previstos, incrementando também o mercado de eventos de negócios.

Somente em 2009, foram 80 eventos realizados na região e o SRCVB já tem mais 10 outros captados para os próximos três anos. "Receberemos pelo menos nove mil pessoas nesses eventos", afirma a gerente executiva do Santos e Região Convention & Visitors Bureau, Marinilza Monteiro A. Pereira.

Apesar do crescente número de eventos e do turismo de negócios, o turismo de lazer ainda é expressivo na região. O foco da parceria entre o convention e o Sebrae é trabalhar com esses turistas fora da temporada. Com essa proposta, foi criado o Circuito Turístico da Costa da Mata Atlântica, ação realizada no primeiro convênio assinado entre as entidades. "O fluxo de turistas desde então foi além do previsto. Tanto no lazer como de negócios, vemos um crescimento constante e a nossa infraestrutura está muito melhor.

No último ano, houve um aumento de 7,5% no fluxo de turistas, resultado também de nossas participações em grandes feiras no País", explica Patricia Ovalle de Oliveira Silva, do Sebrae-SP na Baixada Santista.

Outro projeto que irá aumentar o número de turistas na região é o "24 horas na Costa", voltado aos passageiros dos 16 navios que irão passar pelo porto de Santos nessa temporada, levando 800 mil passageiros. "Pensando nesse público, estamos desenvolvendo ações para agentes de viagem, operadores e público. Segurar o passageiro, para que ele conheça a região", completa Pereira.

Fonte..:: Jornal de Turismo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Santos, a nova e estruturada Macaé?

Por..:: Camila Fusco

Responsável por 85% da produção de petróleo e 47% do gás natural do país, o município fluminense de Macaé passou por uma verdadeira ebulição nas últimas décadas. Desde que a Petrobras se instalou por lá, a população -- que vivia principalmente da pesca e agricultura -- saltou de 30 para 200 000 habitantes, sem contar as 40 000 pessoas que visitam diariamente a cidade para trabalhar. A efervescência do petróleo trouxe empregos e royalties, mas ao mesmo tempo, as condições urbanas não suportaram e o município sofre hoje problemas graves de infraestrutura, inchaço educacional e poluição.

Com o campo de Tupi, na Bacia de Santos – a maior descoberta do pré-sal até o momento, com reservas estimadas de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo --, os municípios do litoral paulista têm toda a condição de atingir desenvolvimento econômico semelhante ao registrado em Macaé, mas querem a todo custo evitar o colapso na infraestrutura.

Encabeçadas por Santos, existem várias iniciativas que buscam construir o crescimento sustentado na região, entre elas a Rede BS, associação de empresas e órgãos civis e do governo para apoiar o desenvolvimento coordenado da educação, tecnologia, e dos setores de turismo, alimentação, logística e porto-indústria.

Só os investimentos da Petrobras, na região do pré-sal devem chegar a 98,8 bilhões de dólares até 2020, envolvendo a área de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, a Florianópolis, em Santa Catarina. Em Santos, está a construção da sede da Unidade de Negócio de Exploração e Produção, que vai controlar as operações locais do pré-sal. Em torno dos escritórios -- que vão empregar 2.000 pessoas e gerar 1.200 empregos diretos durante a construção - vão ser desenvolvidas iniciativas de preservação ambiental e de transportes, que suportará o crescimento da região.

Um dos maiores projetos, avaliado em cerca de 600 milhões de reais, prevê a construção de um sistema de metrô de superfície com capacidade para 300 pessoas que vai aproveitar as linhas da antiga ferrovia Santos-Jundiaí para integrar a nova sede da Petrobras, no centro, ao porto e a São Vicente. O porto também passa por uma reformulação. Os investimentos de 8 bilhões de dólares já começam a ser feitos, na ampliação das docas e também no terminal de passageiros.

Para capacitar profissionais para o pré-sal, a Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) criará um centro de estudos avançados. Ele será instalado em São Vicente e reunirá 117 pesquisadores nas áreas de geologia, oceanografia, recursos naturais, pesqueiros e meio-ambiente. Na fase inicial, serão apoiados projetos de pós-graduação para pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento de produtos e também nos processos e serviços relacionados ao mar. Os investimentos estimados são de 30 milhões de reais.

As estimativas mostram que é possível criar uma estrutura bem maior que a de Macaé na Baixada Santista, sendo que os primeiros passos para subir a escada do desenvolvimento podem ser apoiados por incubadoras e universidades", diz Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Fonte..:: Portal Exame

Conheça mais sobre O Pré-sal – Bacia de Santos

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Costa da Mata Atlântica receberá três grandes eventos

A Costa da Mata Atlântica, a nova Baixada Santista, no litoral paulista, já está se preparando para receber três grandes eventos que prometem movimentar cerca de 4 mil pessoas. Resultado de um trabalho intenso de captação realizado pelo Santos e Região Convention & Visitors Bureau (SRCVB), Santos será a cidade-sede do XXXIII Instituto de Rotary do Brasil e do XII Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Radioterapia, agendados para 2010, e do XXIII Congresso Brasileiro de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, em 2011.

De acordo com a presidente do SRCVB, Lúcia Maria Teixeira Furlani, esses eventos aumentam a ocupação hoteleira, geram empregos diretos e indiretos, e movimentam o comércio e serviços de apoio. “O mercado médico é hoje o ramo que mais realiza eventos no mundo e atrai um público muito grande para a região onde são realizados”, explica. Este evento do Rotary movimenta cerca de 1.500 pessoas, por exemplo. “Nossos executivos estarão no encontro do Rotary neste ano promovendo o destino Costa da Mata Atlântica e buscando trazer o maior número possível de participantes”.

Neste ano, o XXXII Instituto de Rotary do Brasil acontece em Gramado (RS) de 3 a 6 de setembro; o XI Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Radioterapia será de 2 a 5 de setembro, em Florianópolis (SC), e o Congresso Brasileiro de Cirurgia de Cabeça e Pescoço ocorre de 1º a 4 de setembro, em Fortaleza (CE), e todos terão a presença da equipe do Santos e Região Convention & Visitors Bureau, adiantando aos participantes as atrações, belezas e infraestrutura locais.

Fonte.: TG Online

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Projeto incentiva a coleta e reciclagem de garrafas pet jogadas no mangue em Cubatão, litoral paulista.

Fonte: TV Cultura Online

O Manguezal- berço da vida marinha - é um dos ecossistemas mais ricos e mais ameaçados. Essa é a realidade do mangue de Cubatão- município que fica no caminho do mar para o litoral sul paulista. Na vila dos pescadores, que avança sobre o mangue, existem muitas palafitas. Aqui moram mais de 10 mil pessoas.

Confira o vídeo da matéria aqui!

..:: Entrevista com Márcio Souza- morador ::..

"Em termos de crustáceos temos aratus,caranguejo Sá,almofada,temos o Graju do mangue. Em termos de moluscos temos a ostra,o sumuru, marisco de lastro."

Para denunciar o lixo que sufoca o mangue de Cubatão os moradores fizeram um vídeo.

..:: Entrevista com Victor de Souza-morador ::..

"O prejuízo importante é a diminuição das formas de vida:os caranguejos,peixes. Toda forma de vida nesse local é prejudicada pelo excesso de sujeira, que o povo infelizmente joga no meio ambiente. "

A idéia de limpar o mangue partiu de um grupo da Vila dos pescadores.Eles lançaram o projeto para fazer a coleta de garrafas pet jogadas no manquezal. E através da reciclagem criar uma nova fone de renda para a comunidade.

Os moradores que iniciam o movimento de faxina do mangue buscaram orientação no Núcleo de Educação Ambiental da Prefeitura de Cubatão.

..:: Entrevista com Regina Lavorato- Prof. Educação Ambiental/Prefeitura de Cubatão ::..

"Será um apoio a eles com relação a um destino correto do lixo. A população ainda continua jogando lixo sobre o manguezal."

A tecnologia simples e barata de transformar a garrafa pet em tiras finas foi a saída.Para guardar maior quantidade num menor espaço.

Agora o Grupo da Vila dos Pescadores pretende se organizar numa cooperativa. Devem aprender a transformar os fios de Pet em vassoura. Essa técnica é repassada pelo Cento Guará Vermelho, da Prefeitura Local, que aproveitura a idéia de outra instituição.

Foram feitos contatos com empresas interessadas em comprar as vassouras ecológicas.As pessoas que se uniram para limpar o mangue esperam que a vida melhore.

..:: Créditos ::..
Reportagem: Teresa Cristina de Barros. Pauta: Marici Arruda. Imagens: Adilson de Paula. Auxiliar de Câmera: Alisson Cruz. Operador de Áudio: Sebastião Avelino. Editora de Texto: Valesca Canabarro. Editora-Chefe:Vera Diegoli.

(recicle suas idéias)


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Somos Vencedores do PRÊMIO TOP BLOG (2013/2014). Categoria: VIAGENS E TURISMO.