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terça-feira, 5 de julho de 2011

Papo de Biologia: Ave de Manguezal: Guará-vermelho - Eudocimus ruber

Foto de ..:: Nara Assunção
Talvez a ave mais interessante entre todas que habite os manguezais seja o guará-vermelho Eudocimus ruber. Essa ave de penas vermelhas e bico e pernas longos é encontrada nos manguezais e pântanos do norte da América do Sul (parte da Colômbia, Venezuela, Trinidad, Suriname, Guiana e Guiana Francesa) e Brasil.

Os guarás machos são maiores, pesando cerca de 750-800 g, enquanto as fêmeas têm o peso variando entre 500 e 640 g. O comprimento de um adulto (da ponta do bico à ponta da cauda) é de 56 a 61 cm. Os machos são reconhecidos à distância pelo maior tamanho e também pelos bicos mais longos e menos curvos.


Foto de ..:: Nara Assunção
O guará é um predador e o seu instrumento de trabalho é o bico. Este é longo e curvo, com a extremidade algo macia e sensível, utilizada para sentir o que há dentro de tocas ou águas turvas. Apenas raramente presas ativas sobre o substrato ou presas em poças são capturadas diretamente. Dessa forma o guará é principalmente um predador tátil. Suas presas preferidas são caranguejos. Estes têm uma ligação importante com a cor dos guarás. O vermelho de suas penas se deve a um pigmento chamado cataxantina, que é um derivado do caroteno. O caroteno é o responsável pela cor da cenoura e da casca dos caranguejos e camarões, evidenciada quando são cozidos.

A plumagem dos guarás atinge seu máximo de intensidade de cor durante o período reprodutivo. Nessa época as penas são de um vermelho muito intenso, como se tivessem luz própria. As pernas e a pele nua da face também ficam muito vermelhas, e o bico de ambos os sexos torna-se negro. Essas cores esvaem-se quando as aves estão cuidando dos filhotes, até o ponto em que o bico, as pernas e a face tornam-se rosados, e o vermelho das penas diminui de intensidade.


Figura – Eudocimus ruber – Guará-vermelho
Fonte: (SIGRIST, 2007).

O ninho é uma bacia tosca feita de ramos e forrada com folhas, no caso de Santos-Cubatão, onde há a colônia reprodutiva. Eles preferem construir seus ninhos em galhos mais altos que as garças. A postura dura cerca de uma semana, enquanto que a incubação dos ovos (cerca de 3) cerca de 21 a 24 dias. Os filhotes tornam-se independentes dos ninhos e capazes de mover-se pelos ramos com cerca de 20 dias de idade. A capacidade de vôo está desenvolvida aos 40 dias de vida, mas permanecem pelo menos mais um mês junto à colônia antes de se dispersarem.

História: As penas dos guarás adultos eram utilizadas pelos Tupinambás do litoral brasileiro para confeccionar mantos espetaculares usados exclusivamente pelos chefes. Restam apenas seis destes mantos em museus da Europa, a maioria já desbotada e danificada – tudo o que restou da população de guarás que não mais existem, caçadas por povos que são apenas nomes nos livros de história.

Fonte..:: OLMOS, F. SILVA E SILVA, R. Guará – Ambiente, Flora e Fauna dos Manguezais de Santos-Cubatão. São Paulo: Empresa das Artes, 2003.
Foto de..:: Nara Assunção

(papo de biologia, planeta animal)


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