Turismo Consciente na
Costa da Mata Atlântica
(Baixada Santista)
BLOG CAIÇARA

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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Turismo na Escola: Prefeitura de Jundiaí SP

Um projeto que une turismo aos conteúdos de História e Geografia, voltado a educadores e alunos do Ensino Fundamental: este é o Programa Senac Turismo na Escola, que foi apresentado ontem ao prefeito Luiz Fernando Machado durante evento na sede do Senac, em Jundiaí. A proposta é capacitar professores e educadores da rede municipal de ensino para integrar o currículo formal com o turismo local, visando a construção de vivências e projetos que gerem identidade, valorização cultural e desenvolvimento sustentável de municípios turísticos.

Prefeito Luiz Fernando Machado abriu o encontro e destacou a potencialidade turística da região

O prefeito abriu o encontro ao lado do diretor do Senac Jundiaí, Mauro de Nardi Costa, e destacou a importância da iniciativa. “O Senac tem sido uma entidade muito importante para a formação profissional de jovens e adultos na nossa cidade”, afirmou. “E a proposta de unir as enormes potencialidades de turismo na nossa região – como o Circuito das Frutas – ao conteúdo transmitido na sala de aula tem muito potencial. Acredito que nossos educadores irão se apaixonar pelo projeto”.

Também estiveram na apresentação a Diretora de Formação da Unidade de Gestão de Educação (UGE), Tânia Gurgel, representando a gestora da UGE, Vasti Marques, e o gestor da Unidade de Gestão de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT), Eduardo José da Silveira Alvarez. O encontro contou com a participação de representantes de prefeituras do Circuito das Frutas, como Atibaia e Morungaba.

O programa, que já foi implantado como piloto nas cidades de Itatiba, Campos do Jordão e Jaú, totaliza 45 horas, dividido em quatro etapas: workshop de sensibilização, voltado a secretários de Educação e Turismo e diretores de escolas; oficina de Educação e Turismo, destinado a professores de Ensino Fundamenta de História e Geografia; curso de Educação Turística e Base Nacional Comum Curricular; e Turismo na Cidade, com orientação e acompanhamento para a implantação dos projetos de educação turística nas escolas.

A UGE irá definir, agora, como será a adesão dos professores ao projeto, enquanto a UGAAT dará subsídios ao Senac para o desenvolvimento do trabalho. “A proposta vem ao encontro do que precisamos para divulgar o Turismo, aproximando esse segmento do cotidiano da comunidade por meio das crianças e suas famílias”, diz o gestor Eduardo Alvarez.



Jogo de tabuleiro leva alunos a conhecerem a história de SP

Adotado em escola municipal da zona leste, objetivo é proporcionar diversão ao aprendizado

Por..:: Marcelo Mora

Aprender se divertindo. Ou, então, divertir-se aprendendo. Um jogo de tabuleiro está ajudando alunos de uma escola da zona leste a perceberem melhor a realidade na qual vivem ao mesmo tempo em que aprendem sobre a história de ruas, patrimônios, personalidades e até de temas ligados ao entretenimento da cidade.

A partir de uma parceria com o coletivo "Passeando pelas Ruas", que dá o nome do jogo, a direção da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Virgilio de Mello Franco, no Jardim Helena, decidiu utilizá-lo como recurso pedagógico, principalmente no ensino de ciências humanas, como geografia e história, a partir de junho deste ano.

Tabuleiro exibe mapa de São Paulo cortado por trajetos que simulam as linhas do metrô.

"A ideia é nos apropriarmos do jogo para adaptá-lo para utilização pelos alunos de diferentes séries. Testamos com os da 9ª série e todos gostaram", afirmou o diretor da escola, Edílson da Silva Cruz.

Estudantes da Emef Virgílio de Mello Franco, no Jardim Helena, na região de São Miguel Paulista (zona leste), aprovam o jogo, criado pelo grupo "Passeando pelas Ruas", em sala de aula.

Basicamente, o tabuleiro exibe o mapa de São Paulo cortado por trajetos que simulam as linhas do metrô. As peças utilizadas pelos jogadores representam símbolos da capital, como o Palácio dos Bandeirantes, o edifício Martinelli e a escultura da mão do Memorial da América Latina.

Estudantes da Emef Virgílio de Mello Franco, no Jardim Helena, na região de São Miguel Paulista (zona leste), aprovam o jogo, criado pelo grupo "Passeando pelas Ruas", em sala de aula.

Além disso, conta com cerca de 240 cartões com nomes de logradouros (ruas, avenidas, praças, etc.), patrimônios, personalidades e de entretenimentos. Em sua vez, cada jogador retira um cartão, com ao menos seis dicas, que vão sendo escolhidas pelos adversários. A cada acerto, avança uma casa. Se ninguém acertar, é o dono do cartão que avança uma casa.

A cada avanço –ou retrocesso, já que há pegadinhas nas dicas–, a animação cresce. "Dividimos em grupos de jogadores, porque fica mais fácil compartilharem o conhecimento. Às vezes, um sabe uma dica e outro aluno sabe a outra", disse Cruz.

..:: Motivação para aprender

Os alunos da Emef Virgilio de Mello Franco disseram que ficaram mais motivados em buscar conhecimento sobre São Paulo após o jogo. "Dá vontade de sair daqui e ir passear nestes lugares", disse Brenda Katellin de Araújo Coelho, 15 anos, aluna da 9ª série.

"O que eu percebi é que a gente mora em São Paulo e a gente não conhece São Paulo. A mobilidade é muito difícil daqui para lá [centro]", ressaltou Levi Gomes Santos, 14. "É difícil [passear], por causa de condições financeiras e da nossa idade", reforçou Higor da Silva Barros de Souza, 15.

Estudantes da Emef Virgílio de Mello Franco, no Jardim Helena, na região de São Miguel Paulista (zona leste), aprovam o jogo, criado pelo grupo "Passeando pelas Ruas", em sala de aula.

Com a parceria com o coletivo, os alunos da escola da zona leste já puderam conhecer lugares como o prédio da Câmara dos Vereadores e o museu Catavento, ambos no centro, e o planetário do Parque do Ibirapuera, na zona sul. Dois lugares símbolos da cidade, no entanto, parecem ser o "sonho de consumo" desses alunos. "Quero conhecer o Masp e a avenida Paulista", revela Brenda

..:: Material será distribuído na zona leste

O grupo Passeando pelas Ruas foi criado em 2014 com o projeto de realizar atividades com moradores de São Miguel Paulista (zona leste) em pontos históricos de São Paulo, de acordo com o historiador Philippe Arthur dos Reis, um de seus criadores. "A partir da experiência com este projeto, foi surgindo a ideia do jogo, que nada mais é do que uma reflexão sobre a história da cidade", explicou.

Estudantes da Emef Virgílio de Mello Franco, no Jardim Helena, na região de São Miguel Paulista (zona leste), aprovam o jogo, criado pelo grupo "Passeando pelas Ruas", em sala de aula.

Por enquanto, o jogo foi testado apenas com os alunos da Emef Virgilio de Mello Franco, mas já há pedidos de outras escolas. "Foi a primeira escola, porque já tínhamos feito atividades com eles. Mas, ao menos 40 escolas, todas na zona leste, já nos solicitaram o envio. No total, foram produzidas 100 peças", disse.

O mais importante, de acordo com Reis, é que é possível fazer adaptações, conforme a necessidade ou a série em que será aplicado. "São 240 cartões com dicas, mas a própria escola pode acrescentar novos", afirmou o historiador.

Fonte..:: São Paulo Agora (Folha de São Paulo).



terça-feira, 7 de julho de 2020

Setor de Transportes: ANTT e as Taxas Abusivas em Tempos de COVID 19.

O setor de turismo é, sem dúvidas, um dos que mais sofre com a pandemia da Covid-19. Com o isolamento e distanciamento social, a categoria está totalmente parada há mais de três meses. Os efeitos da pandemia deixaram a maioria sem renda para custear necessidades básicas da família. 


Como se não bastasse todas essas dificuldades, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), decidiu estabelecer procedimentos mais rígidos para cobrança de taxas de fiscalização aos trabalhadores que vivem do turismo e do transporte interestadual e internacional.

Na última semana, a ANTT realizou uma audiência pública para determinar esses procedimentos de cobrança. A taxa, cujo valor é de R$1800 anuais, pesa no orçamento da categoria. Juraci dos Anjos Brito vive do turismo, ele e a esposa trabalham com transporte de passageiros e estão desde fevereiro sem trabalhar. “A última viagem que fizemos foi no carnaval. Eu tenho dois filhos e estou parado. Eu e minha esposa vivemos do turismo, sustentamos nossa família com a renda vinda do transporte turístico e tem sido muito difícil essa situação”, relata Juraci.

Os trabalhadores do setor, no geral, vêem essa taxa como abusiva. O valor cobrado se torna inviável, visto que já existem outras taxas a serem pagas. “Essa taxa é muito alta e acaba tirando muito do nosso orçamento. A gente faz uma viagem e faz de tudo para deixar mais barato para o cliente, sendo que já temos que emitir nota fiscal e outras milhares de taxas, e ainda vem mais um custo”, reclama o motorista. Juraci explica que essa taxa da ANTT afeta todos, tanto trabalhadores quanto passageiros, pois quanto mais custos o profissional tem, mais caro fica o serviço que ele oferece. “É uma relação diretamente proporcional”, diz.

Já o presidente da Associação Brasiliense de Turismo Receptivo (ABARE), Reinaldo Ferreira, esclarece que a categoria defende a diminuição da taxa anual de fiscalização. “Tendo em vista o atual cenário decorrente da covid-19, e a falta de recursos das empresas de transporte turístico, considerar qualquer taxa neste momento é inviável. Tem muito motorista turístico passando necessidades básicas”, comenta.

Segundo ainda a associação, atualmente são mais de 400 empresas de transporte turístico em Brasília e 100% delas estão paradas, com todo o faturamento de 2020 comprometido.

..:: De mãos atadas

Jonilson Santana vive do transporte turístico há 15 anos e diz que nunca presenciou uma crise tão difícil quanto a que estamos vivendo. “Essa sem dúvidas é a pior crise que estamos passando. Nunca fiquei nem 15 dias sem trabalhar, agora já estamos há cerca de 120 dias parados”, aponta. Com a paralisação do setor por conta do coronavírus, fica cada dia mais difícil arcar com as necessidades básicas da família. O futuro é nebuloso, ainda não se sabe quando o turismo voltará ao normal e se as empresas e trabalhadores estarão de pé quando isso acontecer. A nova taxa da ANTT está sendo imposta aos profissionais, deixando-os de mãos atadas. “Estamos sem ter para onde correr, como se fosse um barco à deriva no mar”, lamenta o profissional.

“A ANTT só abriu a audiência para falar que ia nos prejudicar, como ela sempre faz. A agência abre a audiência falando que vai impor a taxa aos trabalhadores do setor. Hoje a gente não tem nem para onde correr, não temos como ir para dentro da ANTT. Se fosse uma audiência presencial e a gente tivesse lá dentro para reivindicar nossos direitos, talvez fosse diferente. Se a gente acha que estava ruim, ainda pode piorar muito mais”, afirma Jonilson.

“A taxa é inviável, o valor é muito alto e ainda querem cobrar referente aos anos anteriores. O valor é abusivo, nós do setor já temos outros custos e não temos como manter um carro para fazer o transporte interestadual de passageiros tendo que arcar com todos esses valores altos. Nós já temos seguro de RCO, já temos licenciamento anual, entre outras taxas”, explica o trabalhador.

Reinaldo Ferreira, representante da ABARE, chama a atenção para o fato de que inúmeras empresas de transporte turístico fecharão as portas por não conseguirem sobreviver aos efeitos causados pela pandemia. Estatísticas apontam que o desempenho econômico em 2020 será pior do que durante a crise financeira global.

“Assim, não será razoável nem adequado exigir, ao menos no momento atual, uma obrigatoriedade no pagamento da referida taxa instituída pela ANTT. Caso a agência insista na cobrança, pedimos que seja aberta uma possibilidade aos transportadores para parcelamento da taxa, em no mínimo dez vezes”, afirma Reinaldo Ferreira, apontando que a associação está aberta para o diálogo. “Estamos juntos em busca de uma solução comum, viável e menos onerosa aos transportadores turísticos e outras categorias. O que nós queremos é uma possibilidade de abertura com o diretor da ANTT para conversarmos”, finaliza.



Guia de Identificação das Espécies de Anfíbios (Anura e Gymnophiona) do estado de Goiás e do Distrito Federal, Brasil Central.

Publicado o livro "Guia de identificação das espécies de anfíbios (Anura e Gymnophiona) do estado de Goiás e do Distrito Federal, Brasil Central, editado pela Sociedade Brasileira de Zoologia.

Este guia é resultante do esforço de diversos pesquisadores ao longo de décadas. Parabéns a todos, em especial, para o Wilian Vaz-Silva que esteve a frente do processo de publicação.

O livro é gratuito. Acessem em: https://doi.org/10.7476/9786587590011

A disponibilização do conhecimento científico para a sociedade é essencial para que tenhamos cidadãos com educação científica, capazes de discernir entre o verdadeiro e falso. Este livro é uma  contribuição dos autores, da SciELO Books e da Sociedade Brasileira de Zoologia.

#SociedadeBrasileiradeZoologia


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