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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Férias da criançada: atenção à segurança nas piscinas!

Conheça as melhores dicas para deixar as brincadeiras na água mais seguras para as crianças.

Imagem..:: Getty Images


Brincar em piscinas de clubes, prédios ou mesmo em casa é um delícia nos dias mais quentes. Bebês treinam sua coordenação motora e relaxam, os mais velhos criam brincadeiras e se divertem. Mas esses ambientes geralmente são cheios de armadilhas: pisos escorregadios, azulejos quebrados, atrativos que levam a atenção dos adultos para longe dos pequenos. Algumas atitudes podem deixar as crianças mais seguras e os adultos mais tranquilos. Veja o que dizem os especialistas:

Quais os cuidados ao usar a piscina do clube?
Primeiro verifique o estado do ambiente no geral: se não há azulejos quebrados, se os pisos não são muito escorregadios, se a piscinas fundas são cercadas e separadas das piscinas infantis – o risco de uma criança escapar sem ser vista e parar na piscina de adultos é muito grande! Também verifique se há um salva-vidas disponível. “Por incrível que pareça apenas o Estado do Rio de Janeiro possui uma lei que obriga a presença desse especialista nas piscinas. No restante do país é uma questão de bom senso do clube”, diz Alessandra Françóia, Coordenadora Nacional da ONG Criança Segura. 

Existem cuidados específicos para piscinas caseiras ou de prédios?
Sim. Esses tipos de piscinas devem estar cercadas dos 4 lados por muros com pelo menos 1,20 de altura, impossibilitando que uma criança pule. O portão de acesso precisa ter uma tranca alta e permanecer sempre trancado.
A cobertura da piscina precisa ser firme e muito bem presa em todos os lados, de forma que sustente o peso de uma pessoa caso alguém caia. O perigo é ela ficar flexível e, se uma criança cair, ser “engolida” pela capa que afunda, e se afogar. Já existe no mercado sensores de movimento para serem colocados na própria piscina ou no ambiente onde ela fica. Mas o ideal ainda é manter o portão fechado e sempre, sempre supervisionar a criança.

Como prevenir um possível afogamento?
O afogamento é a principal causa de mortes infantis no Brasil segundo a ONG Criança Segura. E o acidente é tão popular por uma razão: ele acontece muito rapidamente além de ser silencioso. “O processo todo, desde a submersão até a parada cardiorrespiratória geralmente ocorre de segundos até alguns minutos. Por isso, a melhor maneira de prevenir é ter sempre um adulto olhando atentamente a criança. Assim, se algo acontecer, ele pode tirá-la da água rapidamente”, explica Renata Waksman, pediatra do Hospital Albert Einstein e especialista em segurança infantil.

A criança deve ficar de bóia o tempo todo? Isso é suficiente para protegê-la?
Sim, o ideal é que a criança fique sempre com bóia. Mas aqui vale uma observação importante: ela não é considerada um instrumento de salvamento ou prevenção de acidentes. Isso é o papel do colete salva vidas, acessório que os especialistas sugerem como verdadeira segurança nas piscinas. “A bóia pode estar furada e o adulto não perceber. E mesmo em condições adequadas, ela não protege a criança por inteiro. A bóia de braço, por exemplo, faz o braço boiar, e não o corpo”, alerta a coordenadora Alessandra. Mesmo usando boia, a criança jamais deve ser deixada sozinha na piscina. Até os três, quatro anos, o adulto deve ficar dentro da piscina com ela. No caso das mais velhas, pode-se ficar tomando sol ao lado da borda, mas de olho aberto!
Existem vários modelos de boias no mercado, inclusive com o uso de personagens infantis que facilitam a aceitação da criança. Geralmente, depois da resistência inicial, elas adoram o novo acessório.

É preciso tomar cuidado mesmo quando a criança faz aulas de natação?
Sim e redobrado, aulas de natação não evitam afogamentos em qualquer idade. A criança com menos de seis anos ainda não tem força para nadar pra valer. E mesmo as mais velhas ainda não estão preparadas para agir de forma competente em uma situação de emergência. Os pais devem ter muito cuidado pois aulas de natação dão uma falsa sensação de segurança. É preciso sempre um adulto supervisionando as crianças.

Até que ponto as brincadeiras com os amiguinhos – jogar água, afundar a cabeça, etc – podem ser perigosas?
Claro que as crianças podem brincar com os amigos, mas sempre sob a supervisão de um adulto atento e devem ser orientadas a brincar em segurança, evitando ações agressivas, como puxar o outro para baixo da água, ou dar “caldo”. Além disso, devem conhecer os riscos de mergulhar ou se jogar na água e sempre nadar em locais que conheçam a profundidade.

Quais são os riscos que uma piscina representa às crianças, além do afogamento?
São muitos os riscos que tiram o sossego de qualquer pai. “Fora da água há riscos de quedas por conta de bordas mal feitas ou pisos escorregadios, que podem levar a traumas e fraturas de crânio e membros. Dentro da água há o problema de cortes e lesões causados por azulejos quebrados ou lascados, ficar preso na escada, ser sugado pelo ralo, principalmente o cabelo”, enumera a pediatra Renata. O ideal é observar bem o local, exigir uma boa manutenção, trocar pisos escorregadios por outros mais seguros, ter um kit de emergência por perto (porque crianças sempre vão correr e cair) e ficar sempre de olho na garotada.

Como administrar a criança em caso de locais com multidões, como as piscinas públicas?
É necessário supervisioná-la o tempo todo, não se distrair com conversas, leitura ou telefone e jamais deixar a criança pequena sendo cuidada por outra criança. Uma boa ideia é a garotada usar um cartão ou pulseira de identificação com nome completo, nome e telefones dos pais. Também pode usar maiôs com cores chamativas para facilitar a supervisão dos adultos.

Existem cuidados extras para quando a criança é muito pequena?
Crianças pequenas correm o risco de se afogar em pequenos reservatórios de água, como baldes, bacias, vasos sanitários, banheiras e piscinas plásticas, portanto nunca devem ser deixadas sem supervisão perto destes recipientes ou dentro deles. Estes devem ser esvaziados após o uso ou ficarem longe do alcance da criança. “As piscinas precisam ser cercadas, com portões com trava anti-crianças para não correr o risco de alguém engatinhando ir parar nas bordas”, alerta a coordenadora Alessandra. Vale a pena também atenção com os brinquedos que são levados para a piscina: nada de peças pequenas para não correr o risco de engasgo. O adulto deve proporcionar brincadeiras seguras.  

Como prevenir acidentes em tobogãs, trampolins, de escorregar ou de bater a cabeça na borda da piscina?
Pode parecer uma missão impossível, mas é preciso ensinar a criança, desde pequena, que é para caminhar (sem correr) pelas bordas da piscina, longe da água. O mesmo ocorre na hora de usar tobogãs, trampolins, escorregadores – que também não podem ser usados de pé ou com a cabeça na frente (bruços). Vale lembrar que esses equipamentos só podem ser usados por crianças que saibam nadar, e com um adulto supervisionando.

Qual o perigo dos ralos de piscina?
Existe no Brasil um tipo de ralo que possui sucção por bombas tão forte que é capaz de sugar o cabelo de uma pessoa, por exemplo, sendo praticamente impossível retirá-la do local sem desligar o equipamento. Esse tipo de ralo foi proibido nos Estados Unidos, por conta do número de mortes que já causou. Enquanto eles são permitidos em nosso país (infelizmente os projetos de leis ainda estão em tramitação), o melhor é evitar locais que o usem, ou exigir a colocação de uma tela protetora que diminui o risco de acidentes.

Fonte..:: Bebê Abril

(planeta criança)






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