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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Há 159 anos, nascia Benedito Calixto, filho de Itanhaém e orgulho da arte brasileira

Um dos maiores expoentes da pintura brasileira do início do século 20, Benedito Calixto de Jesus nasceu em 14 de outubro de 1853, em Itanhaém. Um talento nato, autodidata, que começou a traçar seu destino ainda criança, aos oito anos de idade. E acabou expandindo seu talento também para as áreas da história e da fotografia.

Aos 16 anos, sua família mudou-se para Santos onde tem um começo de vida difícil, chegando a pintar muros e placas de propaganda para sobreviver. Entre os 17 e 18 anos, a convite do irmão mais velho, muda-se para Brotas, Interior de São Paulo, que na época vivia um momento próspero por causa da produção de café. Vai morar na casa do irmão João Pedro, situada na esquina de uma praça, hoje denominada Benedicto Calixto. Como o irmão era o responsável pela conservação da igreja e das imagens ali existentes, Calixto, que já tinha habilidades nesse oficio, o ajudava nessa missão, mas logo acaba ficando com a incumbência. 

Tendo material à sua disposição, nas horas vagas pintava telas com vistas do local, que oferecia aos amigos. Entre os primeiros quadros feitos no município estão o Casamento dos Bugres e A Saída do Ninho, hoje em mãos de colecionadores em Brotas.

Em  1877 retorna a Itanhaém para casar-se com sua prima de segundo grau, Antônia Leopoldina de Araújo. De volta a Brotas, continua pintando paisagens das fazendas locais e retratos de grandes cafeicultores. Em 1881 deixa Brotas e volta a Itanhaém, onde nasce sua primeira filha, Fantina. No final desse mesmo ano muda-se com a família para Santos, onde passa a pintar paisagens nos tetos e paredes das mansões dos prósperos comerciantes daquela cidade litorânea. Fez sua primeira exposição em 1881 no salão do jornal Correio Paulistano, em São Paulo, não tendo conseguido vender nenhum trabalho, mas obteve apreciação favorável da crítica.

OPORTUNIDADE - No ano seguinte, foi convidado para realizar trabalhos de entalhe e pintura na parte interna do Teatro Guarany, em Santos, o que lhe rendeu homenagens e uma bolsa de estudos em Paris, onde fica por quase um ano e frequenta o ateliê do mestre Rafaelli e a Academia Julian. Na Europa, realiza várias exposições de sucesso. Em 1884, de volta à Santos, traz na bagagem um equipamento fotográfico e torna-se pioneiro, no Brasil, em pintar a partir de fotografias.

Nos anos de 1886 e 1887, respectivamente, nascem seus filhos Sizenando e Pedrina. Em 1890 muda-se para São Paulo. Sete anos depois volta para o Litoral e vai morar em uma casa em São Vicente. Produz obras importantes para vários museus, entre eles o do Ipiranga, em São Paulo, para inúmeras igrejas em todo o país, para associações, fundações, instituições, a exemplo da "Bolsa Oficial do Café", em Santos, onde uma de suas principais obras "A Fundação de Santos" ocupa uma parede inteira do salão principal, além de outras duas que também têm como tema o município de Santos e o vitral do teto com alegoria para os Bandeirantes.

Durante toda a sua trajetória produziu aproximadamente 700 obras, das quais 500 são catalogadas. Pintou marinhas, retratos, paisagens rurais, urbanas e obras religiosas, sendo que estas últimas lhe renderam a Comenda de São Silvestre, outorgada pelo Papa Pio XI, em 1924.

Faleceu de enfarto no dia 31 de maio de 1927, em São Paulo, na casa de seu filho Sizenando, para onde tinha ido com a intenção de comprar material para terminar duas telas para a Catedral de Santos. Foi enterrado no cemitério do Paquetá, em jazigo perpétuo doado pela Prefeitura Municipal de Santos.

RAÍZES - Mesmo tendo se mudado para outras cidades, Calixto nunca perdeu o vínculo com a sua Cidade Natal. Prova disso foi a sua colaboração na implantação do Gabinete de Leitura de Itanhaém, cuja história foi resgatada pela Prefeitura com a reconstrução do prédio, inspirado na arquitetura da edificação original, que datava de 1896. 

O prédio novo do Gabinete fica na Praça Narciso de Andrade, bem próximo da posição da edificação original, ao lado do Cruzeiro da rampa que dá acesso ao Convento de Nossa Senhora de Conceição. Ainda no prédio original, Calixto proferiu uma palestra em 1922, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil.

Calixto ainda escreveu livros que registram com precisão a evolução histórica da Baixada Santista. Títulos como A Vila de Itanhaém, A Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, Capitanias Paulistas, além de biografias de Bras Cubas (fundador da Vila de Santos) e do padre Bartolomeu de Gusmão (precursor da aviação, também conhecido como Padre Voador), revelam sua qualidade como historiador, preocupado em perpetuar a memória de sua Cidade natal e seus personagens importantes.

Um exemplar original de A Vila de Itanhaém é mantido em exposição permanente no Museu Conceição de Itanhaém, na antiga Casa de Câmara e Cadeia, na Praça Narciso de Andrade, no Centro.
Calixto também é patrono da Fundação Pinacoteca em Santos, cuja sede fica em um casarão tombado na Praia do Boqueirão, onde são promovidos vários eventos culturais e mantida uma exposição permanente de parte de sua obra.

Fonte..:: Prefeitura Itanhaém 

Saiba mais..:: Benedicto Calixto

(fatos_históricos)

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