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terça-feira, 15 de maio de 2012

Conheça o invertebrado OPILIÃO

Os opiliões são invertebrados de oito pernas que pertencem a ordem Opiliones, que é a terceira em termos de diversidade da Classe Arachnida, Subfilo Chelicerata, Filo Arthropoda, compreendendo mais de 6.300 espécies descritas em todo o mundo até o ano de 2005.

O nome Opiliones, cunhado por Sundevall em 1833, foi baseado no gênero Opilio Herbst, 1798. Opilio é uma palavra latina, usado por Vergílio nas Bucólicas e significa "pastor de ovelhas". O nome se refere ao comportamento de inspeção do segundo par de patas (veja abaixo). Os opiliões são também conhecidos como aranha-alho, aranha-bode, aranha-cafofa, aranha-de-chão, bodum, fede-fede, giramundo, temenjoá ou tabijuá.

Morfologia
Os opiliões são inofensivos e caracterizam-se pelas pernas articuladas excepcionalmente longas em relação com o resto do corpo. Apesar das semelhanças superficiais com as aranhas, com as quais são geralmente confundidos, estes aracnídeos representam um grupo distinto. O corpo está divido em prossoma e opistossoma que encontram-se fundidos em toda a sua largura, formando uma estrutura ovalada ou arredondada sem separação visível dos dois tagmas. Em contrapartida, as aranhas apresentam o prossoma e opistossoma bem distintos. O prossoma dos opiliões porta um par de olhos medianos (raramente ausentes) e lateralmente um par de aberturas das glândulas odoríferas (ou de cheiro). Essas glândulas secretam um líquido de cheiro característico quando o animal é perturbado. Os estigmas traqueais e abertura genital, que pode ser coberta por uma placa ou não, ficam na porção ventral do opistossoma. As fêmeas adultas possuem ovipositor e os machos adultos um longo pênis ou espermatopositor. Além de alguns grupos de ácaros, os opiliões são os únicos aracnídeos a possuirem ovipositor/pênis.

Os seis pares de apêndices, como em todos os aracnídeos, são prossomáticos. Os opiliões possuem um par de quelíceras com três segmentos e pedipalpos com seis segmentos: coxa, trocânter, fêmur, patela, tíbia e tarso. Os pedipalpos primariamente são órgãos sensoriais, porém em Laniatores estes são raptoriais, com robustos espinhos, para agarrar e despedaçar o alimento. Os quatro pares de apêndices ambulatoriais podem ser bastante alongados e possuem sete segmentos: coxa, trocânter, fêmur, patela, tíbia, metatarso e tarso. O segundo par costuma ser mais alongado e com maior segmentação tarsal que os demais, e é usado para funções sensoriais, e não para locomoção, como se fosse uma antena, por isso é chamada de pata anteniforme.

Fisiologia
Habitat e Microhabitat
Os opiliões habitam quase todas as regiões zoogeográficas e são comuns tanto nos trópicos como nas zonas temperadas. Não são encontrados apenas em florestas, mas também em regiões mais secas como o Cerrado brasileiro, a Savana venezuelana e o Chaco argentino-boliviano. Existem opiliões que vivem em grandes altitudes nos Andes e no Himalaia. A maioria vive em ambientes úmidos, habitando locais escuros, debaixo de pedras e troncos, e podem viver também no extrato arbóreo, debaixo do foliço, musgos e matéria orgânica em decomposição e em cavernas ou abrigos semelhantes.

Alimentação
Os opiliões são predadores e se alimentam de pequenos invertebrados, incluindo outros opiliões (sempre já mortos). Outros são saprófagos. Também existem os que sugam sucos vegetais.A maioria das espécies é omnívora. Eles manipulam os alimentos com o auxílio dos pedipalpos e quelíceras. Ao contrário da maioria dos aracnídeos, como as aranhas e os escorpiões, que só conseguem ingerir líquidos, os opiliões são capazes de ingerir partes sólidas, sem a necessidade de dissolver antes o alimento.

Comportamento
A maioria dos opiliões tem hábitos noturnos. Eles usam o segundo par de pernas, que são mais longas que as demais, para inspecionar o ambiente, o alimento e a água. Os opiliões não segregam seda, não constroem teias e não possuem glândulas de veneno. Embora não apresentem glândulas de veneno, possuem glândulas odoríferas (de "mau cheiro") para defesa. O líquido secretado por essas glândulas, embora tóxico para pequenos animais, é inofensivo para os humanos. Contudo, sua picada é dolorida, apesar de serem muito raros os casos de picadas por esses animais. Quando ameaçados também podem fingir de morto ou perder uma perna que continua se movendo após ser destacada do corpo devido à presença de marcapassos em um dos segmentos da pata, que enviam sinais periódicos, através dos nervos, para os músculos da pata contraírem. Existe a hipótese que esse comportamento poderia distrair a atenção do predador durante a fuga do opilião.

Fonte..:: Wikipédia

(papo de biologia)



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