Turismo Consciente na
Costa da Mata Atlântica
(Baixada Santista)
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mão-de-obra hoteleira enfrenta crise na Baixada Santista

Baixos salários e poucos benefícios sociais vêm causando saída da mão-de-obra para outros setores, constata o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares de Santos e região (Sinthoress), Edmilson Cavalcante Oliveira.

“Quem aceita trabalhar nos finais de semana, em horários absurdos, para receber salário de R$726?”, questiona o sindicalista. “Por isso, a categoria busca melhores opções de emprego na região, inclusive na construção civil”.

“O pessoal recebe salários miseráveis. É submetido a jornadas de trabalho que o isolam da família e do convívio social. São domingos, feriados, sábados e madrugadas à disposição das empresas, muitas vezes sem receber de horas extras”, desabafa Edmilson.

Ele se queixa das dificuldades que a categoria enfrenta para conquistar benefícios em relação a outras profissões: “Os operários da construção civil, por exemplo, tiveram reajuste de dez por cento, em 2011, e seus pisos variam de R$ 1.200 a R$ 900”.

Valorização
O sindicalista pondera que os trabalhadores da construção ganham cesta básica, vale-refeição, tíquete-alimentação, plano de saúde e uma série de benefícios que sua categoria não tem. Segundo ele, o pessoal de outros setores também está em situação melhor.

“Por isso, nosso mote, na campanha salarial deste ano, é a valorização profissional”, destaca Edmilson. “Nossos trabalhadores exigem respeito, consideração, bons salários, benefícios sociais e melhores condições de trabalho”.

Com data-base em agosto, o Sinthoress, segundo Edmilson, “continua a difícil negociação com o segmento patronal”. Desde a aprovação das reivindicações, no final de junho, Edmilson vem mostrando “o ótimo desempenho do setor econômico”.

“Jornais e pesquisas registram, nos últimos meses, o grande momento do ramo”, diz ele. “O preço da refeição, em Santos, por exemplo, aumentou 30% em um ano. Em três anos, a cidade ganhará oito novos hotéis e mais de 2000 leitos”.

Para ele, “o fortalecimento do mercado turístico, gastronômico e de hospitalidade na Baixada Santista é fantástico. Bares, restaurantes, lanchonetes e similares ficam lotados praticamente o ano inteiro, com pessoas sempre em busca de diversão e opções de turismo”.

Copa do mundo
Edmilson atenta para uma crise setorial durante a copa do mundo, no Brasil, em 2014. “Do jeito que anda a desvalorização dos trabalhadores, o problema poderá comprometer o turismo nacional, inclusive com reflexos gigantescos em nossa região”.

Edmilson cita levantamento do Instituto de Pesquisas A Tribuna (Ipat), que aponta crescimento de 5,7% para 16,8% do número de turistas que pretendiam gastar de R$ 501 à R$ 800 por dia na região. E aponta que a estadia em hotéis passou de 29,6% para 33%.

À noite, o número de turistas que optam por bares, restaurantes e casas noturnas é de 48,5%. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que comer fora de casa, no Estado de São Paulo, subiu em 66% entre julho de 2006 e junho de 2011.

Fonte..:: Fala Santos

(hotelaria)


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