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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Cartas na mesa: E continuamos o País do Futuro! E continuamos a ser potencial no Turismo

Desde sempre escuto: "somos o país do futuro" e  "este destino tem potencial no turismo" e até quando seremos o país das promessas que não se realizam. Quero participar do país do futuro, onde o destino é consolidado e sustentável de turismo. 

Estão se tornando comuns pronunciamentos de representantes do governo falando da importância do turismo para a recuperação da economia nacional e local e que é necessária a “potencialização” do segmento no Brasil. Quando isso acontecer o resultado seria geração de empregos e crescimento da economia. Alguns culpam a fragilidade da segurança pública no País como a vilã que afasta os turistas. 

Ora, esse tema é um “blá blá blá” sem fim, com retóricas expositivas que não levam a nada. Poucos são capazes de apontar soluções para os inúmeros problemas que o turismo sério enfrenta no País. E digo que inclusive a fase de chamar a atenção, provocar atitudes agressivas em defesa do turismo, já foi superada. Precisamos, agora, de projetos com soluções para os imensos problemas de implantação de metas para o turismo. 

Quase todos os estudiosos batem na tecla de que é preciso passar dos 6,5 milhões de visitantes, do ano passado, para 12 milhões, em 2022, aliado a um projeto de gerar 6 milhões de novos empregos, e que a receita deixada pelos turistas estrangeiros poderá saltar de 6 bilhões de dólares, em 2016, para 19 bilhões de dólares, em 2022. Mas, como dar esse salto? Qual seria a mágica? 

..:: Cartas na mesa 

Somos o país que tem a maior carga tributária do mundo no turismo. Assim, não dá para competir com outros destinos turísticos do mercado. Além disso, as estatísticas não são confiáveis. 

No Brasil, as profissões de turismólogo e de guia de turismo são “regulamentadas meia boca”, pois a Lei 12.591 que regula a profissão foi sancionada pela presidente com veto a três artigos que previam exigências para o exercício da profissão como diploma de nível superior e registro em órgão competente. Isto é, no momento, qualquer pessoa pode exercer a profissão já que não é necessário estudar e nem há órgão competente para se alistar. 

Essa situação é um risco para o turista. Pois, um guia de turismo ou turismólogo estuda história, geografia, línguas, patrimônios históricos e da natureza, obras de arte, patrimônio imaterial, aprende a organizar roteiros etc. Todavia nenhuma autoridade do turismo pensa em apresentar projeto para que a Lei seja modificada e dê mais proteção ao turista. 

Mas o que acontece hoje é um mercado repleto de informalidade "amadorismo sem fim", e não se valoriza e trabalha com profissionais preparados e qualificados. Veja por exemplo a grande quantidade de Secretarias de Turismo que estão na "mão" de Aspones, que são amigos dos Reis.

..:: Conhecimento é tudo 

Não podemos nos esquecer que o turismo está inserido na chamada Economia do Conhecimento. O início do século XXI é um momento histórico que mostra a importância do capital humano. Muitos segmentos sofrem com a substituição do trabalhador por máquinas. No turismo isso não ocorre com tal facilidade . O negócio turismo exige conhecimento e recuperação do sistema educacional do país. O Brasil precisa, com urgência, de duas novas âncoras: Uma revolução pela Educação e uma revolução na Educação. Todavia, a preocupação de uma minoria ainda é formar “grupos de poder” em contrapartida de uma gestão e orçamento participativo...

Nossa infra-estrutura é precária. As cidades não atendem demandas de desenho universal e/ou ABNT 9050. Problemas de saneamento, segurança, atendimento médico,  no transporte público. Os locais que reúnem turistas precisam ser limpos, bem pintados, com sanitários adequados, segurança, facilidade de acesso para pessoas com deficiência e idosos, folhetos promocionais bilíngues, mapas, postos de informações turísticas, recursos médicos, referências históricas etc.. Falta planejamento turístico.

Essas são algumas das exigências mínimas do cidadão que deixa a sua casa e viaja para conhecer outras terras. E essas providências não devem ser unicamente da competência das prefeituras, mas também, da iniciativa privada porque os benefícios de campanhas para atrair turistas reverterão em benefício de toda a comunidade. 

Outro problema é a instabilidade política no turismo. De 2014 para cá, já passaram quase 10 ministros pela pasta do turismo. Um deles está preso, por corrupção. Como é possível ter continuidade no planejamento do turismo quando ele não é prioridade e dispõe de um dos menores orçamentos para investir?

Todavia, o Brasil é um país abençoado em relação ao turismo. Apesar dos bandidos soltos, não temos terrorismo. Não há terremotos, vulcões, tufões etc. 

O País conta com a influência positiva de povos de diversos países como portugueses, italianos, africanos, alemães, japoneses, espanhóis, árabes etc. que contribuíram para a formação da nossa cultura e que aqui implantaram algumas tradições importantes. 

Enfim, enquanto o governo continuar promovendo o espírito de “Sol e Praia” o resto do Brasil fica no “limbo”. Folhetos de promoção destinam mais da metade das suas páginas ao Rio de Janeiro e suas belezas. Não há dúvidas disso. A cidade vai continuar sendo maravilhosa. 

Outras regiões privilegiadas na divulgação oficial são Foz do Iguaçu e às vezes o Pantanal e a Amazônia. Mas, nada do interior – Pirenópolis (Goiás), Sete Povos das Missões (RS), as cidades históricas da região de Ouro Preto e Itu com o Roteiro dos Bandeirantes, os caminhos da fé, os roteiros de aventura e ecoturismo, os parques nacionais, o Pantanal, Santo Amaro da Imperatriz (SC), São Tomé das Letras (MG), as nossas ilhas, etc... Infelizmente, as lindas cidades do interior do Brasil  ainda não oferecem estrutura para atrair turistas. Você conhece as belezas da Baixada Santista?

O turismo não é como muita gente pensa, inclusive muitos políticos. No turismo há a necessidade de se construir uma boa infraestrutura e ótimo relacionamento com Trade e Comunidade. Esse trabalho é lento e passa por várias gerações e vários prefeitos que, se derem sorte de um continuar o trabalho do outro, dentro da mesma diretriz, os benefícios poderão chegar à população. Daí outro motivo de uma secretaria de turismo não estar sendo ocupada por qualquer um, que pelo desconhecimento e falta de conteúdo misturam esporte, cultura, recreação....E que muitas vezes por exemplo diminuem uma secretaria de turismo para uma secretaria de recreação ou outra ação que não deixa legado para a atividade turística.  E para evitar isso a secretaria de turismo deve ser ocupada por um Turismólogo onde o foco do mesmo deva ser o planejamento turístico e implementação do mesmo e de forma participativa, e em caso de sua substituição que deva ser por outro Turismólogo, onde o mesmo continua e lapida os caminhos desta cidade para ser destino consolidado e sustentável de turismo. No turismo não existe mais espaço para achismo. 

Estudos revelam que se toda essa problemática for resolvida e houver uma continuidade perfeita no rumo, as cidades ou países só se transformam em destinos, após 10 anos de programas de incentivo,  profissionalismo, desenvolvimento, comunicação e conscientização. 

Seguimos a lutar e conscientizar....

Renato Marchesini

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