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segunda-feira, 7 de março de 2016

Navio que levou primeiros japoneses ao Brasil será resgatado do fundo do mar

O navio Kasato Maru, símbolo da imigração japonesa para o Brasil, está prestes de ser resgatado, em parte, no mar de Bering, em águas russas próximas da Península de Kamchatka, onde afundou em 1945.


Navio Kasato Maru atracado no porto de Santos em 1908 (Foto: Reprodução/Cartão Postal)

Kasato Maru foi produzido por ingleses no final do século 19, seu nome original era “Potosi”. Ele foi comprado por Russos e rebatizado com o nome “Kazan”.  Em 1905, os próprios russos afundaram a embarcação durante uma batalha contra os japoneses. O Japão recuperou o navio e o incorporou à Marinha com o nome de Kasato Maru.

Esse “valente” navio passou por duas guerras mundiais e serviu de hospital e fábrica. Transportou carvão, soldados e sardinha. No entanto, seu mais valoroso transporte foi os primeiros 781 imigrantes japoneses ao Brasil, que chegaram ao porto de Santos em 1908, trazidos por este histórico navio.

A expedição de resgate é um pedido de brasileiros por intermédio da Embaixada da Rússia em Brasília. Em julho próximo, integrantes da Sociedade Geográfica da Rússia, instituição de pesquisa do país, devem mergulhar nas águas geladas do estreito de Bering, onde o navio afundou, para remover suas principais peças e trazê-las ao Brasil.

Kasato Maru foi bombardeado por três aviões russos no dia 9 de agosto de 1945. Ele resistiu por duas horas até afundar no mar de Bering, onde atualmente se encontra submerso a uma profundidade de 18 metros e em bom estado de conservação.

A expedição visa recuperar algumas das principais peças do Kasato Maru, como as duas âncoras, que pesam cerca de nove toneladas cada uma, o leme e o sino.

Ainda não se sabe se há outros itens preservados depois de 71 anos submerso, mas acredita-se que o gelo deve ter conservado muitos utensílios, como louças, metais e, quem sabe, documentos importantes.

Todo o acervo encontrado será primeiramente exposto em Moscou e em outras cidades russas, para depois desembarcar em 2017 no porto de Paranaguá, no Paraná.

O termo de cooperação científica para viabilizar o projeto de resgate foi assinado neste mês pela Sociedade Geográfica da Rússia e o Itapar (Instituto Tecnológico e Ambiental do Paraná), órgão brasileiro que ficará responsável por todo o cervo resgatado.

O presidente do Itapar, Acef Asaid, disse ao jornal ‘Folha de S.Paulo’ que o destino do material será definido junto à comunidade japonesa no Brasil. Apesar do destino incerto em terras brasileiras, acredita-se que algumas peças serão enviadas para centros e museus localizados nos Estados que receberam número maior de imigrantes japoneses, principalmente São Paulo e Curitiba.

Fontes..:: Jornal The Asahi Shimbun / Jornal Folha de S.Paulo / Mundo-Nipo.

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