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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Camuflagem Animal: Como funciona o Mimetismo

Na natureza, todas as vantagens aumentam as chances de sobrevivência de um animal, e por conseguinte, suas chances de reprodução. Este simples fato tem causado a evolução de espécies de animais para um número de adaptações especiais que os ajudam a encontrar comida e evitar que eles sejam comidos. Uma das mais amplas e variadas adaptações é a camuflagem natural, a habilidade de um animal esconder-se de predador ou presa.

Créditos Foto..:: Renato Marchesini
Sapo-cururuzinho (Striped Toad) clicado em 2005, próximo o rio Jurubatuba - Santos/SP

Neste artigo, veremos como os animais misturam-se ao meio em que vivem e passam despercebidos em seu meio ambiente. Veremos alguns animais que se escondem e que podem trocar sua camuflagem de acordo com as mudanças no seu meio ambiente. Além destas especialidades de se esconder, veremos alguns animais que não se escondem nem um pouco, mas expulsam predadores disfarçando-se de algo perigoso ou desinteressante.

Cores ocultas
A maioria das espécies animais no mundo desenvolveu algum tipo de camuflagem natural que os ajuda a encontrar comida ou evitar ataque. A natureza específica desta camuflagem varia consideravelmente de espécie para espécie.

Há vários fatores que determinam que tipo de camuflagem uma espécie desenvolve:

• a camuflagem desenvolve-se diferentemente dependendo da fisiologia e comportamento de um animal. Por exemplo, um animal com pêlo desenvolverá um diferente tipo de camuflagem de um animal com escamas, e um animal que nada em grandes cardumes desenvolverá uma camuflagem diferente de um outro animal que vive sozinho em árvores;

• o meio ambiente de um animal é freqüentemente o fator mais importante com o qual a camuflagem se parece. A camuflagem mais simples é aquela que combina o animal com o fundo de seu meio ambiente. Neste caso, os vários elementos do habitat natural podem ser usados como modelo para a camuflagem;

• como o objetivo final da camuflagem é esconder o animal de outros, a fisiologia e o comportamento de seus predadores ou de suas presas é altamente significante. Um animal não desenvolverá nenhuma camuflagem que não o ajude a sobreviver, então nem todos os animais misturam-se em seu meio ambiente da mesma maneira. Por exemplo, não há sentido em um animal replicar a cor de seu meio ambiente se o seu principal predador for insensível às cores.

Para a maioria dos animais, "misturar-se" é a camulfagem mais efetiva. Você pode ver este tipo de camuflagem em todos os lugares. Veados, esquilos, porcos-espinhos e muitos outros animais têm cor castanha, cores "tom de terra" que combinam com o marrom das árvores e do solo em uma floresta. Tubarões, golfinhos e muitas outras criaturas do mar têm uma cor cinza-azulada, que os ajuda a misturarem-se com a luz suave da água.

Há duas maneiras pelas quais os animais produzem cores diferentes:

• Biocromos, são pigmentos naturais microscópicos presentes no corpo de um animal que produzem cores quimicamente. Sua maquiagem química é tanta que eles absorvem algumas cores da luz e refletem outras. A cor aparente de um pigmento é a combinação de todas as comprimentos de onda de luz visíveis que são refletidas por esse pigmento.

• Os animais podem também produzir cores através de estruturas físicas microscópicas. Estas estruturas agem como prismas, refletindo e espalhando luz visível. Dessa maneira, uma certa combinação de cores é refletida. Os ursos polares, por exemplo, realmente têm a pele preta, mas parecem brancos por terem pêlos translúcidos. Quando a luz brilha em seus pêlos, cada pêlo desvia ligeiramente a luz. Isto rebate a luz ao redor, fazendo então com que parte dela incida sobre a superfície da pele do urso polar e o resto da luz seja refletida produzindo a coloração branca. Em alguns animais, os dois tipos de coloração são combinadas. Por exemplo, répteis, anfíbios e peixes com coloração verde normalmente têm uma camada de pele com pigmento amarelo e uma camada de pele que espalha a luz para refletir uma cor azul. Combinadas, estas camadas de pele produzem o verde. Para aprender mais sobre coloração e luz, verifique Como funciona a luz.

As colorações físicas e químicas são determinadas geneticamente; elas são transmitidas de pais para filhos. Uma espécie desenvolve a coloração da camuflagem gradualmente, através do processo de seleção natural. Na selva, um animal peculiar que combina melhor suas cores com as do meio em que vive está mais apto a passar desapercebido pelos predadores, e então vive mais. Conseqüentemente, o animal que combina com seu meio ambiente está mais apto a procriar que um animal que não combina. A cria de um animal que se camufla provavelmente herdará a mesma coloração, e eles também viverão o bastante para passá-la para frente. Desta maneira, a espécie como um todo desenvolve coloração ideal para a sobrevivência em seu meio ambiente.

As maneiras de coloração dependem da fisiologia de um animal. Na maioria dos mamíferos, a coloração da camuflagem está nos pêlos, já que esta é a camada mais externa do corpo. Nos répteis, anfíbios e peixes, está nas escamas; nos pássaros está nas penas; e nos insetos é parte do exoesqueleto. A própria estrutura da cobertura externa pode também evoluir para criar uma camuflagem melhor. Em esquilos, por exemplo, o pêlo é bastante áspero e irregular, então ele lembra a textura de casca de árvore. Muitos insetos têm uma carapaça que imita a textura macia das folhas.

Coloração de camuflagem é muito comum na natureza - você a vê em algum grau na maioria das espécies. Mas não é muito comum para um animal ser capaz de mudar sua coloração para combinar com um meio ambiente em mudança. Na próxima seção, veremos alguns dos animais que usam este tipo de camuflagem adaptativa.

Mudança de cor
Na última seção, vimos que a forma mais básica de camuflagem é a coloração que combina com o meio ambiente de um animal. Porém, o meio ambiente de um animal pode mudar de tempos em tempos. Muitos animais desenvolveram adaptações especiais que os permitem mudar sua coloração de acordo com a mudança em seu meio ambiente.

Uma das maiores mudanças no meio ambiente de um animal ocorre na troca de estações. Na primavera e verão, o habitat de um mamífero pode estar cheio de verde e marrom, enquanto no outono e inverno tudo pode ser coberto de neve. Enquanto a coloração marrom é perfeita para um meio ambiente amadeirado de verão, pode tornar o animal um alvo fácil contra um fundo branco. Muitos pássaros e mamíferos lidam com isto produzindo diferentes cores de pêlo ou pena dependendo da época do ano. Na maioria dos casos, tanto a mudança da luz do dia ou a mudança na temperatura desencadeiam uma reação hormonal no animal, o que causa a produção de diferentes biocromos.

Penas e pêlos em animais são como cabelos e unhas dos humanos - são, na verdade, tecido morto. Estão presos ao animal, mas como não estão vivos, o animal não pode fazer nada para alterar sua composição. Conseqüentemente, um pássaro ou um mamífero tem que produzir uma pelagem ou penas completamente novas para mudar de cor. Em muitos répteis, anfíbios e peixes, por outro lado, a coloração é determinada por biocromos em células vivas. Os biocromos podem estar em células na superfície da pele ou em células em níveis mais profundos. Estas células em níveis mais profundos são chamadas de cromatóforos.

Alguns animais, assim como várias espécies de cartilagens de sépias (molusco da classe celafopoda - a mesma de lulas e polvos), podem manipular seus cromatóforos para a troca total da cor de sua pele. Estes animais possuem uma coleção de cromatóforos e cada um deles contém um pigmento singular. Um cromatóforo simples pode estar envolto por um músculo que pode contrair ou expandir. Quando o músculo da sépia se constringe, todos os pigmentos são empurrados para a parte superior do cromatóforo. No topo, a célula fica achatada dentro de um disco largo. Quando o músculo relaxa, a célula retorna ao seu formato natural de um pequeno pingo. Este pingo é muito difícil de ser visto porque a parte larga do disco constringe a célula. Constringindo os cromatóforos com um determinado pigmento e relaxando todos os outros com outros pigmentos, o animal pode trocar toda a cor do seu corpo.

Sépias, com essa habilidade, pode gerar uma ampla gama de cores e muitos desenhos interessantes. Por perceber a cor de um fundo e constringindo certa combinação de cromatóforos, o animal pode misturar-se a todos os tipos de meio ambiente. As sépias também podem usar esta habilidade para comunicarem-se. O camaleão, por exemplo, altera a coloração de sua pele usando um mecanismo similar, mas não para se camuflar. Camaleões tendem a trocar a cor de sua pele quando o humor deles muda, não quando se movem para meio ambientes diferentes.

Na verdade, algumas espécies de animais trocam os pigmentos que existem em sua pele. Nudibranches (uma pequena criatura marinha) troca sua coloração por alterar sua dieta. Quando um nudibranche alimenta-se de um tipo específico de coral, seu corpo deposita os pigmentos deste coral na pele e extensões externas do intestino. Os pigmentos aparecem, e o animal torna-se da mesma cor que o coral. Como o coral não é só a comida da criatura, é também seu habitat, a coloração é a camuflagem perfeita. Quando a criatura se move para um coral de cores diferentes as do anterior, seu corpo troca de cor com a nova fonte de comida. Similarmente, algumas espécies de parasitas, assumem a cor de seu hospedeiro, que também é a sua casa.

Muitas espécies de peixe gradualmente produzem diferentes pigmentos sem mudar sua dieta. Isto funciona mais ou menos como troca de pelagem sazonal em mamíferos e pássaros. Quando o peixe troca de meio ambiente, ele recebe sinais visuais de um novo modelo de ambiente. Baseado no seu estímulo, estas espécies começam a liberar hormônios que mudam a maneira de seu corpo produzir pigmentos. Com o tempo, a coloração dos peixes muda para combinar com seu novo meio ambiente.

O elemento do disfarce
Além disso, para combinar com a cor do fundo, alguns animais têm desenhos distintos em seus corpos que servem para ocultá-los. Primeiro, eles podem mudar o padrão do "modelo", o fundo do meio ambiente do animal. Por exemplo, animais que habitam áreas de grama alta, vertical, freqüentemente têm listras longas e verticais. Segundo, eles podem servir como transtornos visuais. Normalmente, os padrões são posicionados "fora de linha" como os contornos do corpo. Isso é, o padrão parece ser um desenho separado e sobreposto em cima do animal. Isto dificulta ao predador obter um senso claro de onde o animal começa e onde ele termina - o padrão do corpo parece correr em todas as direções.

Esta coloração fragmentada é particularmente eficaz quando os animais de determinada espécie estão agrupados. Para um leão, um rebanho de zebras não parece um bando de animais individuais, mas sim como uma massa grande e listrada. As listras verticais parecem todas correr juntas, tornando difícil para um leão perseguir e atacar uma zebra em especial. As listras também podem ajudar uma zebra sozinha a se esconder em áreas de grama alta. Como os leões são insensíveis a cores, não importa que a zebra e o meio ambiente ao redor sejam de cores completamente diferentes.

Muitas espécies de peixes são similarmente camufladas. Suas listras verticais podem ter cores brilhantes, o que faz com que elas se destaquem para os predadores, mas quando andam em bando, suas listras ficam todas misturadas. Este espetáculo confuso dá aos predadores a impressão de uma grande bolha

Geralmente, este tipo de camuflagem não esconde a presença de um animal, meramente mal o representa. Uma tática de camuflagem parecida é o animal tomar a aparência de algum outro objeto. Um dos mais famosos exemplos deste tipo de comportamento é o bicho-pau, um inseto que parece um graveto comum. Um predador pode facilmente distinguir um bicho-pau em seu meio ambiente, mas o predador pensa que é somente um graveto, e ignora-o. Você também pode ver este tipo de camuflagem em algumas espécies de gafanhotos, que evoluíram para que se parecessem somente folhas de árvores.

Outros animais usam um tipo mais agressivo de imitação. Algumas espécies de mariposas desenvolveram um desenho surpreendente em suas asas que lembram os olhos de um animal maior. As costas da Deilephila elpenor parecem uma cabeça de cobra, uma visão assustadora para a maioria dos predadores com os quais a mariposa poderia encontrar. Uma variação mais simples desta adaptação é a imitação de cor. Em muitos ecossistemas, animais menores venenosos desenvolvem uma coloração brilhante - os predadores aprendem a reconhecer facilmente estas cores, com receio de ter a boca cheia de veneno. Com o tempo, outras espécies não venenosas podem desenvolver a mesma coloração, convertendo-se em uma horrível imitação de sórdidas espécies venenosas.

A imitação é uma aproximação diferente de uma camuflagem comum, mas tem a mesma finalidade. Desenvolvendo uma certa aparência, uma espécie de animal faz dela mesma um alvo de difícil reconhecimento para predadores e para furtivos caçadores de presas. Em diferentes áreas do mundo todo, você verá todos os tipos de variações e combinações dos elementos básicos de camuflagem. Como as espécies de animais evoluem, elas tornam-se mais e mais harmonizadas com o seu meio ambiente. Freqüentemente, estes tipos de adaptações são ferramentas de sobrevivência mais eficazes que as armas de defesa mais agressivas de um animal (dentes, garras, bicos). Afinal, passar inteiramente desapercebido por um predador é preferível a ter de começar uma luta.

Fonte..:: HowStuffWorks

(planeta animal)

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