Turismo Consciente na
Costa da Mata Atlântica
(Baixada Santista)
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domingo, 14 de março de 2010

Baixada Santista: Maior reservatório de Água da América Latina

110 mil m³ de água = 110 milhões de litros de água
Piscina Olímpica (Comprimento: 50,00m, Largura: 25,00, Profundidade: 2,20m)
Volume: 2.750m³ ou 2.750.000 litros

Com estes parâmetros podemos dizer que este reservatório comporta :
= 40 Piscinas Olímpicas

Sob o Morro de Santa Terezinha, um túnel-reservatório ligando Santos a São Vicente regula o abastecimento de água para essas cidades, complementando a diferença entre oferta e demanda do líquido mesmo nas épocas de alta temporada do verão, quando o afluxo de turistas mais do que duplica a população na ilha e o forte calor causa a elevação natural do consumo. O reservatório, que começou a funcionar em 16/11/1981

Imagem extraída de Poliantéia Santista, de Francisco Martins dos Santos,volume 3, 1986, Santos/SP

PROJETOS E OBRAS
Os problemas de saneamento básico na Baixada Santista, principalmente no eixo Santos-São Vicente-Cubatão, as três cidades com maior número de habitantes, foram-se agravando ao longo dos anos pela inadequação das redes de abastecimento de água e de esgotos, somados à questão do aumento populacional provocado pelas férias. Santos possui hoje 430 mil habitantes e São Vicente, 160 mil - nas temporadas os números aumentam para 605 mil e 266 mil, respectivamente, segundo dados fornecidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Fonte..:: (26/06/o6)

Em 1975, um plano diretor de Santos (PDS), realizado por técnicos da Prodesan (empresa de economia mista, ligada ao poder público municipal), apontava como solução mais provável para resolver o problema a recuperação dos dois maiores reservatórios existentes e desativados por falta de conservação - Saboó alto (25 mil m³) e Barbosa alto (9 mil m³). Mas, mesmo com os dois em funcionamento, a questão continuou pendente.

Para a reservação de água, o mesmo plano apresentava como alternativa a construção de reservatórios convencionais, de concreto armado, a serem implantados nos morros existentes na área a ser abastecida. Na época, duas eram as contra-indicações a essa solução:

Pequena disponibilidade de locais com as condições adequadas para tal construção, entre as quais áreas com cotas variando entre 40 e 50 m, próximas aos centros de consumo e com topografia não muito íngreme. Áreas sujeitas a instabilidade, já tendo sido registrados diversos deslizamentos nas encostas dos morros, o que exigiria obras de contenção de alto custo.

A antiga Companhia de Saneamento da Baixada Santista (SBS) fizera um estudo preliminar de reservação em quatro galerias horizontais escavadas em rocha. A partir daí, chegou-se a uma solução até agora pouco utilizada no Brasil para guardar água: um túnel escavado na rocha.

O projeto entrou em estudos mais detalhados já então pela Sabesp e, segundo o coordenador de obras da companhia na Baixada Santista, engenheiro Paulo Castello, o processo seria tanto mais econômico quanto maior fosse a seção de escavação. E enumera as vantagens da solução:

1) O custo. Um reservatório convencional custa em média de 160 a 200 dólares/m³. A solução em túnel foi orçada em 80 a 100 dólares/m³. O cálculo prevê a construção do reservatório, estrada de acesso, contenções de talude, tubulações de alimentação, distribuição e descarga, drenagem e iluminação, excluindo os custos de operação e manutenção.

2) A existência de uma cadeia de montanhas entre Santos e São Vicente, próximas dos centros de consumo e das faixas turísticas das duas cidades (o morro escolhido é o de Santa Terezinha, na divisa entre os municípios, com formação geológica favorável à escavação).

3) A necessidade de atender à demanda de um terço do dia de maior consumo do ano 2006, horizonte do plano diretor de Santos, que atinge 120 mil m³.

4) Redução das áreas a desapropriar, diminuição dos serviços de terraplenagem, dos acessos, das obras de contenção e extensão das tubulações de entrada, saída e descarga. As áreas dos emboques situam-se em lugares desabitados, o que acaba facilitando sua desapropriação.

5) Pouca interferência com a estabilidade do maciço, evitando-se alterações sensíveis no equilíbrio do ecossistema existente.

Com a aprovação do projeto básico teve início a parte econômica. Os financiamentos foram firmados entre Sabesp e BNH/Banespa, com assinatura de contrato no valor de 8.199.210 UPCs, para cobrir as despesas com reforma e ampliação da produção e adução do sistema Cubatão-Santos-São Vicente; e reforma das infra-estruturas de reservação e distribuição, onde ficou incluída a construção do reservatório-túnel, com capacidade para 110 mil m³ de água.

Obra do túnel -reservatório vai terminar dentro do prazo. Foto publicada com matéria, em 29/4/1981.

Na fase de execução foram feitas algumas alterações no projeto quanto ao problema dos emboques que seriam construídos em seção plena; reduziu-se a dimensão das galerias (seções variando de 54,31 m² a 71,46 m², a uma média de 62 m²) com ampliação da seção ao se atingir a rocha sã, de modo que nas zonas de transição há seções de até 281,61 m², enquanto que no reservatório a seção da ordem de 177 m² é praticamente constante.

Fonte..:: Novo Milênio

Conheça também o Vídeo:

 
Para saber mais..:: Água que bebemos - Ilha de São Vicente - aqui.

Mais fotos..:: Antigas Baixada Santista - aqui

(recicle suas idéias, fatos_históricos, fotos_antigas)

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