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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Planeta Animal: Primeiros socorros para cães e gatos - Primeiros Socorros PET

Primeiros Socorros Veterinários:
Os Pets sofrem acidentes muitas vezes independendo da nossa vontade, abaixo segue uma lista de algumas dicas para algumas situações de emergência. Lembrando que é muito importante se comunicar com seu veterinário IMEDIATAMENTE quando a emergência acontecer.

Asfixia
Certifique-se de estar protegido pois o animal provavelmente estará furioso e haverá maiores riscos de mordida. Se o animal ainda puder respirar parcialmente é melhor mantê-lo calmo e levá-lo ao veterinário o mais rápido possível. Olhe na garganta para ver se o objeto estranho está visível. Se você puder limpe as vias respiratórias removendo o objeto com alicate ou pinça, com cuidado para não empurrá-lo garganta abaixo. Se ele estiver localizado muito profundamente ou se o animal entrar em colapso coloque suas mãos em ambos os lados da caixa torácica e aplique uma pressão firme e rápida. Ou então coloque o animal de lado e pressione a caixa torácica com a palma da sua mão 3 a 4 vezes. Repita esse procedimento até que o objeto seja deslocado ou até que você chegue ao veterinário.

Choque
Pode ocorrer com machucados sérios ou medo. Mantenha o animal gentilmente preso, quieto e aquecido.

Convulsões
Afaste o animal de qualquer objeto que possa ser perigoso. Use um cobertor para acolchoar e proteger. Não se exponha aos riscos de segurar o animal quando está em convulsão. Cronometre o tempo da convulsão, que normalmente demora de 2 a 3 minutos. Depois mantenha o animal calmo e quieto.

Diarréia
Suspenda a alimentação por 12 a 24 horas menos a água. Algumas vezes animais que parecem estar fazendo força estão com dores causadas pela diarréia mais do que constipação. Tentar tratamentos caseiros sem saber a causa real pode fazer as coisas piorarem.

Envenenamento
Lembre-se do que o animal ingeriu e a quantidade, imediatamente ligue para o veterinário ou centro de controle de envenenamento. Não induza vômito. Em caso de toxinas ou produtos químicos na pele (ex. óleos, tintas, inseticidas) solicite informações como retirar as toxinas da pele.

Ferida por mordida
Aproxime-se do animal com cuidado para evitar levar mordidas. Amordace o animal. Vista luva quando possível. Olhe a ferida para verificar se há contaminação (ex. areia, terra) e se há pedaços soltos de pele. Se existir muitos pedaços de pele, então limpe a ferida com grande quantidade de solução salina (soro). Se você não tiver soro deve usar água potável. Cubra a ferida aberta para mantê-la limpa Aplique pressão para feridas com muito sangramento. NÃO USE TORNIQUETES. As feridas por mordidas são uma fonte de infecção excelente, por isso necessitam de cuidados veterinários.

Fraturas
Coloque uma focinheira no animal e procure Sangramento. Se você puder, controle o sangramento sem causar maiores ferimentos. Procure por sinais de choque. NÃO TENTE CONSERTAR A FRATURA puxando ou deslocando o membro. Transporte o animal ao veterinário imediatamente, segurando a parte ferida da melhor forma que puder.

Parada Respiratória
Controle para ver se o animal está em sufocado com a ingestão de algum objeto. Se o animal não estiver respirando, coloque ele em uma superfície com o lado esquerdo para cima. Verifique os batimentos cardíacos ouvindo pela área onde o cotovelo toca o tórax. Se você notar batimentos mas não a respiração, feche a boca do animal e respire diretamente dentro do nariz dele e não da boca até que o tórax se expanda. Repita esse procedimento umas 12 a 15 vezes por minuto. Ao mesmo tempo, se não tiver pulso, aplique massagem cardíaca. O coração está localizado na metade inferior do tórax atrás do cotovelo da perna dianteira esquerda. Coloque uma mão abaixo do coração para sustentar o tórax. Coloque a outra mão acima do coração e comprima gentilmente. Gatos e animais pequenos recebem massagem cardíaca com pressão do tórax através do polegar e indicador de uma das mãos. Aplique massagem cardíaca de 80 a 120 vezes por minuto em animais maiores e 100 a 150 para os menores. Alterne massagem cardíaca com respiratória. IMPORTANTE: até nas mãos de um veterinário bem treinado o sucesso da ressucitação geralmente é muito baixa. O sucesso aumenta um pouco nos casos de afogamento ou choque elétrico.

Queimaduras (química, elétrica e por calor)
Hidrate a queimadura imediatamente com grande quantidade de água corrente fria. Aplique bolsa de gêlo de 15 a 20 minutos. Não coloque a bolsa de gelo diretamente sobre a pele. Embrulhe em uma toalha ou cobertor leve. Grande quantidade de produtos químicos secos devem ser retirados gentilmente do animal com uma escova. Esses produtos químicos podem ser ativados pela água causando queimaduras.

Sangramento
Aplique pressão direta e firme na área com sangramento até que o mesmo pare. Mantenha pressionado por pelo menos 10 minutos (continuamente soltando a pressão para verificar se a ferida está coagulando). Evitar bandagens que cortem a circulação. Chame o veterinário imediatamente.

Superaquecimento
Coloque o animal em uma banheira e dê um banho de água fria, ou gentilmente encharque-o com uma mangueira de jardim ou envolva-o em uma toalha molhada com água fria. Não esfrie demais o animal. Pare de esfriá-lo quando a temperatura retal atingir 38 graus.

Vômito
Suspenda a alimentação de 12 a 24 horas. Dê cubo de gelo por duas horas após os vômitos cessarem, então lentamente aumente a quantidade de água e comida por um período de 24 horas.

Fonte..:: Renad

(planeta animal)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Planeta Animal: Eutanásia

Por Dr. Albert Lang - Clínica de Pequenos Animais - Joenville -SC

Assunto eutanásia animal - originalmente do grego eu-thanasia:"morte feliz", ganha cada vez mais espaço nos meios acadêmicos veterinários de países desenvolvidos. Conforme estudos elaborados nos estados unidos, eutanásia representa 3% da clínica veterinária.

No Brasil, o tema é discutido com pouca ênfase nas universidades e nos diversos setores da classe médica veterinária. As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única com o direito de execução de um paciente, acatando, na maioria dos casos, ordens de pessoas hierarquicamente superiores.

No que diz respeito aos aspectos relacionados a manutenção da saúde, a medicina veterinária está sujeita a 2 paradigmas: os cuidados com animais de produção e os de estimação. No primeiro a ética veterinária prevalece, e o animal não é individualizado. Como a morte do animal neste caso é inevitável, não representa a eutanásia propriamente dita, mas sim o abate.

No segundo caso, a criação do bicho está inserida na relação homem-animal de estimação, onde a morte não é superada. aí, a manutenção da vida, dentro da estrutura da medicina veterinária, é o objetivo básico para manter os lados afetivos-emotivos entre "dono" e "paciente" (animal).

A eutanásia ganha então outra visão. A partir do momento em que a morte começa a rondar e torna-se uma realidade inexorável, é que se exteriorizam todas as dimensões da profundidade desta relação. Qual deve ser então o posicionamento do veterinário, no momento que as condições psicológicas do dono são fragilizadas? como e o que fazer diante de um caso "terminal"?

Quais os critérios de uma decisão que poderá levar à eutanásia e os procedimentos a serem tomados? Todas essas perguntas - e outras que naturalmente surgem - não estão em nenhum manual de primeiros socorros e um pouco distantes do código de ética profissional. A formação humana é que posicionará o veterinário, conforme sua sensibilidade.

A Dra. Hannelore Fuchs, psicóloga, médica veterinária e uma das poucas pessoas que tem se aprofundado no estudo da relação homem-animal, faz algumas considerações sobre o assunto, mas de início já avisa:" a decisão final sempre deve ser do dono".

Contudo, a pessoa poderá estar de tal forma afetada, mesmo após ser ouvida e introgetada a avaliação do médico veterinário quanto às condições de saúde animal - e a possibilidade de salvá-lo -, ainda que sejam necessárias sacrifícios pessoais, envolvendo todo um processo de enfermagem, por exemplo.

Tudo isso, também é comum nos casos que as pessoas exigem os mesmos cuidados para o seu "cãozinho", que os dados a qualquer ser humano. Aí começam a ser trabalhados outros aspectos.

Fator econômico pode pesar muito no momento pela eutanásia, aliada a outros fatores de ordem prática, como capacidade de tratamento animal, que requer tempo, dedicação e habilidade de enfermagem por parte do dono.

E o sofrimento de perda, com quem fica?
Geralmente a dor fica com as pessoas que mais conviveram e amaram o animal. Pode ocorrer que a pessoa que toma para si a responsabilidade de eutanásia, tenha um grau menor de afetividade. Como o "chefe" da família, por exemplo, nem sempre terá a mesma relação com o cãozinho que os demais familiares.

Além de ser analisada as condições sentimentais que cercam o bicho, também deve ser avaliado o sofrimento do bicho, para que, a partir disso, o médico veterinário venha ter uma postura que o leve a iniciar "um ritual" de preparação com o dono, conscientizando-o da morte eminente.

A psicóloga e veterinária adverte que todo o processo de eutanásia, deve ser explicada ao proprietário. "Deve-se mostrar os mecanismos da eutanásia e as conseqüências psicológicas. assim, após a morte, ficará mais fácil todo esse processo de luto, evitando-se que a raiva e culpa sejam jogadas em cima da figura do veterinário, o que será desgastantes".

Responsabilidade:
Diferente da responsabilidade da cura, a da morte pode ser mais séria, sobretudo, se não respeitada a vontade do cliente. Apesar de não existir nenhuma lei para determinar os parâmetros da chamada "morte feliz", são condenáveis, e passíveis de punição, a eutanásia ativa, aquela que a ação direta provoca a morte do paciente (animal), quando não autorizado pelo cliente (dono).

É de se questionar se a execução de milhares de animais em canis é um ato ativo ou passivo. O número de animais soltos nas grandes cidades cresce a cada dia e, consequentemente, o "sacrifício" também é cada vez maior e realmente é impressionante.

Artigo originalmente publicado no site da Ciabichos.

Fonte..:: http://www.saudeanimal.com.br/

(planeta animal)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Camuflagem Animal: Como funciona o Mimetismo

Na natureza, todas as vantagens aumentam as chances de sobrevivência de um animal, e por conseguinte, suas chances de reprodução. Este simples fato tem causado a evolução de espécies de animais para um número de adaptações especiais que os ajudam a encontrar comida e evitar que eles sejam comidos. Uma das mais amplas e variadas adaptações é a camuflagem natural, a habilidade de um animal esconder-se de predador ou presa.

Créditos Foto..:: Renato Marchesini
Sapo-cururuzinho (Striped Toad) clicado em 2005, próximo o rio Jurubatuba - Santos/SP

Neste artigo, veremos como os animais misturam-se ao meio em que vivem e passam despercebidos em seu meio ambiente. Veremos alguns animais que se escondem e que podem trocar sua camuflagem de acordo com as mudanças no seu meio ambiente. Além destas especialidades de se esconder, veremos alguns animais que não se escondem nem um pouco, mas expulsam predadores disfarçando-se de algo perigoso ou desinteressante.

Cores ocultas
A maioria das espécies animais no mundo desenvolveu algum tipo de camuflagem natural que os ajuda a encontrar comida ou evitar ataque. A natureza específica desta camuflagem varia consideravelmente de espécie para espécie.

Há vários fatores que determinam que tipo de camuflagem uma espécie desenvolve:

• a camuflagem desenvolve-se diferentemente dependendo da fisiologia e comportamento de um animal. Por exemplo, um animal com pêlo desenvolverá um diferente tipo de camuflagem de um animal com escamas, e um animal que nada em grandes cardumes desenvolverá uma camuflagem diferente de um outro animal que vive sozinho em árvores;

• o meio ambiente de um animal é freqüentemente o fator mais importante com o qual a camuflagem se parece. A camuflagem mais simples é aquela que combina o animal com o fundo de seu meio ambiente. Neste caso, os vários elementos do habitat natural podem ser usados como modelo para a camuflagem;

• como o objetivo final da camuflagem é esconder o animal de outros, a fisiologia e o comportamento de seus predadores ou de suas presas é altamente significante. Um animal não desenvolverá nenhuma camuflagem que não o ajude a sobreviver, então nem todos os animais misturam-se em seu meio ambiente da mesma maneira. Por exemplo, não há sentido em um animal replicar a cor de seu meio ambiente se o seu principal predador for insensível às cores.

Para a maioria dos animais, "misturar-se" é a camulfagem mais efetiva. Você pode ver este tipo de camuflagem em todos os lugares. Veados, esquilos, porcos-espinhos e muitos outros animais têm cor castanha, cores "tom de terra" que combinam com o marrom das árvores e do solo em uma floresta. Tubarões, golfinhos e muitas outras criaturas do mar têm uma cor cinza-azulada, que os ajuda a misturarem-se com a luz suave da água.

Há duas maneiras pelas quais os animais produzem cores diferentes:

• Biocromos, são pigmentos naturais microscópicos presentes no corpo de um animal que produzem cores quimicamente. Sua maquiagem química é tanta que eles absorvem algumas cores da luz e refletem outras. A cor aparente de um pigmento é a combinação de todas as comprimentos de onda de luz visíveis que são refletidas por esse pigmento.

• Os animais podem também produzir cores através de estruturas físicas microscópicas. Estas estruturas agem como prismas, refletindo e espalhando luz visível. Dessa maneira, uma certa combinação de cores é refletida. Os ursos polares, por exemplo, realmente têm a pele preta, mas parecem brancos por terem pêlos translúcidos. Quando a luz brilha em seus pêlos, cada pêlo desvia ligeiramente a luz. Isto rebate a luz ao redor, fazendo então com que parte dela incida sobre a superfície da pele do urso polar e o resto da luz seja refletida produzindo a coloração branca. Em alguns animais, os dois tipos de coloração são combinadas. Por exemplo, répteis, anfíbios e peixes com coloração verde normalmente têm uma camada de pele com pigmento amarelo e uma camada de pele que espalha a luz para refletir uma cor azul. Combinadas, estas camadas de pele produzem o verde. Para aprender mais sobre coloração e luz, verifique Como funciona a luz.

As colorações físicas e químicas são determinadas geneticamente; elas são transmitidas de pais para filhos. Uma espécie desenvolve a coloração da camuflagem gradualmente, através do processo de seleção natural. Na selva, um animal peculiar que combina melhor suas cores com as do meio em que vive está mais apto a passar desapercebido pelos predadores, e então vive mais. Conseqüentemente, o animal que combina com seu meio ambiente está mais apto a procriar que um animal que não combina. A cria de um animal que se camufla provavelmente herdará a mesma coloração, e eles também viverão o bastante para passá-la para frente. Desta maneira, a espécie como um todo desenvolve coloração ideal para a sobrevivência em seu meio ambiente.

As maneiras de coloração dependem da fisiologia de um animal. Na maioria dos mamíferos, a coloração da camuflagem está nos pêlos, já que esta é a camada mais externa do corpo. Nos répteis, anfíbios e peixes, está nas escamas; nos pássaros está nas penas; e nos insetos é parte do exoesqueleto. A própria estrutura da cobertura externa pode também evoluir para criar uma camuflagem melhor. Em esquilos, por exemplo, o pêlo é bastante áspero e irregular, então ele lembra a textura de casca de árvore. Muitos insetos têm uma carapaça que imita a textura macia das folhas.

Coloração de camuflagem é muito comum na natureza - você a vê em algum grau na maioria das espécies. Mas não é muito comum para um animal ser capaz de mudar sua coloração para combinar com um meio ambiente em mudança. Na próxima seção, veremos alguns dos animais que usam este tipo de camuflagem adaptativa.

Mudança de cor
Na última seção, vimos que a forma mais básica de camuflagem é a coloração que combina com o meio ambiente de um animal. Porém, o meio ambiente de um animal pode mudar de tempos em tempos. Muitos animais desenvolveram adaptações especiais que os permitem mudar sua coloração de acordo com a mudança em seu meio ambiente.

Uma das maiores mudanças no meio ambiente de um animal ocorre na troca de estações. Na primavera e verão, o habitat de um mamífero pode estar cheio de verde e marrom, enquanto no outono e inverno tudo pode ser coberto de neve. Enquanto a coloração marrom é perfeita para um meio ambiente amadeirado de verão, pode tornar o animal um alvo fácil contra um fundo branco. Muitos pássaros e mamíferos lidam com isto produzindo diferentes cores de pêlo ou pena dependendo da época do ano. Na maioria dos casos, tanto a mudança da luz do dia ou a mudança na temperatura desencadeiam uma reação hormonal no animal, o que causa a produção de diferentes biocromos.

Penas e pêlos em animais são como cabelos e unhas dos humanos - são, na verdade, tecido morto. Estão presos ao animal, mas como não estão vivos, o animal não pode fazer nada para alterar sua composição. Conseqüentemente, um pássaro ou um mamífero tem que produzir uma pelagem ou penas completamente novas para mudar de cor. Em muitos répteis, anfíbios e peixes, por outro lado, a coloração é determinada por biocromos em células vivas. Os biocromos podem estar em células na superfície da pele ou em células em níveis mais profundos. Estas células em níveis mais profundos são chamadas de cromatóforos.

Alguns animais, assim como várias espécies de cartilagens de sépias (molusco da classe celafopoda - a mesma de lulas e polvos), podem manipular seus cromatóforos para a troca total da cor de sua pele. Estes animais possuem uma coleção de cromatóforos e cada um deles contém um pigmento singular. Um cromatóforo simples pode estar envolto por um músculo que pode contrair ou expandir. Quando o músculo da sépia se constringe, todos os pigmentos são empurrados para a parte superior do cromatóforo. No topo, a célula fica achatada dentro de um disco largo. Quando o músculo relaxa, a célula retorna ao seu formato natural de um pequeno pingo. Este pingo é muito difícil de ser visto porque a parte larga do disco constringe a célula. Constringindo os cromatóforos com um determinado pigmento e relaxando todos os outros com outros pigmentos, o animal pode trocar toda a cor do seu corpo.

Sépias, com essa habilidade, pode gerar uma ampla gama de cores e muitos desenhos interessantes. Por perceber a cor de um fundo e constringindo certa combinação de cromatóforos, o animal pode misturar-se a todos os tipos de meio ambiente. As sépias também podem usar esta habilidade para comunicarem-se. O camaleão, por exemplo, altera a coloração de sua pele usando um mecanismo similar, mas não para se camuflar. Camaleões tendem a trocar a cor de sua pele quando o humor deles muda, não quando se movem para meio ambientes diferentes.

Na verdade, algumas espécies de animais trocam os pigmentos que existem em sua pele. Nudibranches (uma pequena criatura marinha) troca sua coloração por alterar sua dieta. Quando um nudibranche alimenta-se de um tipo específico de coral, seu corpo deposita os pigmentos deste coral na pele e extensões externas do intestino. Os pigmentos aparecem, e o animal torna-se da mesma cor que o coral. Como o coral não é só a comida da criatura, é também seu habitat, a coloração é a camuflagem perfeita. Quando a criatura se move para um coral de cores diferentes as do anterior, seu corpo troca de cor com a nova fonte de comida. Similarmente, algumas espécies de parasitas, assumem a cor de seu hospedeiro, que também é a sua casa.

Muitas espécies de peixe gradualmente produzem diferentes pigmentos sem mudar sua dieta. Isto funciona mais ou menos como troca de pelagem sazonal em mamíferos e pássaros. Quando o peixe troca de meio ambiente, ele recebe sinais visuais de um novo modelo de ambiente. Baseado no seu estímulo, estas espécies começam a liberar hormônios que mudam a maneira de seu corpo produzir pigmentos. Com o tempo, a coloração dos peixes muda para combinar com seu novo meio ambiente.

O elemento do disfarce
Além disso, para combinar com a cor do fundo, alguns animais têm desenhos distintos em seus corpos que servem para ocultá-los. Primeiro, eles podem mudar o padrão do "modelo", o fundo do meio ambiente do animal. Por exemplo, animais que habitam áreas de grama alta, vertical, freqüentemente têm listras longas e verticais. Segundo, eles podem servir como transtornos visuais. Normalmente, os padrões são posicionados "fora de linha" como os contornos do corpo. Isso é, o padrão parece ser um desenho separado e sobreposto em cima do animal. Isto dificulta ao predador obter um senso claro de onde o animal começa e onde ele termina - o padrão do corpo parece correr em todas as direções.

Esta coloração fragmentada é particularmente eficaz quando os animais de determinada espécie estão agrupados. Para um leão, um rebanho de zebras não parece um bando de animais individuais, mas sim como uma massa grande e listrada. As listras verticais parecem todas correr juntas, tornando difícil para um leão perseguir e atacar uma zebra em especial. As listras também podem ajudar uma zebra sozinha a se esconder em áreas de grama alta. Como os leões são insensíveis a cores, não importa que a zebra e o meio ambiente ao redor sejam de cores completamente diferentes.

Muitas espécies de peixes são similarmente camufladas. Suas listras verticais podem ter cores brilhantes, o que faz com que elas se destaquem para os predadores, mas quando andam em bando, suas listras ficam todas misturadas. Este espetáculo confuso dá aos predadores a impressão de uma grande bolha

Geralmente, este tipo de camuflagem não esconde a presença de um animal, meramente mal o representa. Uma tática de camuflagem parecida é o animal tomar a aparência de algum outro objeto. Um dos mais famosos exemplos deste tipo de comportamento é o bicho-pau, um inseto que parece um graveto comum. Um predador pode facilmente distinguir um bicho-pau em seu meio ambiente, mas o predador pensa que é somente um graveto, e ignora-o. Você também pode ver este tipo de camuflagem em algumas espécies de gafanhotos, que evoluíram para que se parecessem somente folhas de árvores.

Outros animais usam um tipo mais agressivo de imitação. Algumas espécies de mariposas desenvolveram um desenho surpreendente em suas asas que lembram os olhos de um animal maior. As costas da Deilephila elpenor parecem uma cabeça de cobra, uma visão assustadora para a maioria dos predadores com os quais a mariposa poderia encontrar. Uma variação mais simples desta adaptação é a imitação de cor. Em muitos ecossistemas, animais menores venenosos desenvolvem uma coloração brilhante - os predadores aprendem a reconhecer facilmente estas cores, com receio de ter a boca cheia de veneno. Com o tempo, outras espécies não venenosas podem desenvolver a mesma coloração, convertendo-se em uma horrível imitação de sórdidas espécies venenosas.

A imitação é uma aproximação diferente de uma camuflagem comum, mas tem a mesma finalidade. Desenvolvendo uma certa aparência, uma espécie de animal faz dela mesma um alvo de difícil reconhecimento para predadores e para furtivos caçadores de presas. Em diferentes áreas do mundo todo, você verá todos os tipos de variações e combinações dos elementos básicos de camuflagem. Como as espécies de animais evoluem, elas tornam-se mais e mais harmonizadas com o seu meio ambiente. Freqüentemente, estes tipos de adaptações são ferramentas de sobrevivência mais eficazes que as armas de defesa mais agressivas de um animal (dentes, garras, bicos). Afinal, passar inteiramente desapercebido por um predador é preferível a ter de começar uma luta.

Fonte..:: HowStuffWorks

(planeta animal)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Planeta Animal: Como cortar a unha do seu pet

Os nossos animais devem poder desgastar as unhas de forma natural, através de passeios (cães) e de brinquedos para afiar as garras (gatos). Por vezes isso nem sempre é possível, então é necessário efetuar o corte das unhas nos animais, de forma a evitar que as mesmas não se tornem um empecilho ao seu movimento. Principalmente os cães possuem as unhas do 5º dedo que não entram em contato com o chão e crescem desmesuradamente, podendo enterrar-se na pele e fazer feridas. Existem ainda algumas doenças que podem provocar crescimento excessivo das unhas (leishmaniose) e desgaste anómalo de algumas (claudicações e lesões que fazem evitar o correcto apoio daquele ou aqueles membros).

Para cortar as unhas é necessário um cortador de unhas específico para cada tipo e tamanho de animal, e também e alguma destreza. As unhas possuem uma parte irrigada (sabugo) que nas unhas claras se nota facilmente (parte rosada) que nunca deve ser cortada.

Caso corte o leito da unha desinfete bem com água oxigenada e algodão. Se a hemorragia não estancar procure ajuda veterinária. Nas unhas negras esta parte não se distingue o que torna desaconselhado que o corte se faça por alguém sem experiência. Nas unhas claras deve deixar-se uma margem de segurança para evitar o sangramento pois nem sempre a parte irrigada é visivelmente distinguível. Deverá haver ainda alguém, capaz de segurar o animal, para ajudar nesta tarefa, pois muitas vezes eles não colaboram…

O corte de unhas feito corretamente não provoca grande dor ao animal, mas causa algum desconforto pois toda a unha (e uma parte é irrigada e sensível) é apertada.

Caso esteja com dúvidas, peça ao seu médico veterinário que avalie se é necessário cortar as unhas do seu animal e verifique se é capaz de fazer isso em casa. O seu veterinário poderá fazê-lo sempre que seja necessário.

Vigie as unhas do 5º dedo do seu animal e proporcione-lhe meios de desgaste natural das unhas. Ele agradece os passeios extras que só lhe fazem bem à saúde e ao ânimo…
 
Para Gatos:
Seu gatinho está com as unhas grandes, estragando os móveis da casa? Você pode dar um jeito neste problema aparando suas unhas, mas é preciso ter muito cuidado para que não seja alcançada a parte rosa, pois irá causar ao animal dor e sangramento, a melhor maneira de não machucar é usando um cortador especial para unhas de gatos.

Como Cortar:
Coloque o gato em uma superfície plana e alta, longe de objetos, envolva-o com o braço esquerdo e encoste seu corpo no dele, segure a patinha com jeito para não machucar e com firmeza para que ele não recolha a unha, afaste os pelinhos com o dedão. As unhas do quinto dedo são as piores para cortar, mas são as principais responsáveis pelos arranhões.

Fonte..:: Dwendy
 
(planeta animal)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Planeta Animal: criação de serpentes e lagartos

De repente você vê o filho do seu vizinho com uma serpente enorme enrolada no pescoço, ou então assiste estarrecida, à reportagem do "Fantástico" sobre a nova moda da garotada em ter aqueles lagartos verdes, as Iguanas, penduradas nos ombros ou de coleirinha como se fossem cachorrinhos. "Meu Deus", você pensa, "será que o mundo enlouqueceu de vez?" ou será que não?

Crédito imagem..:: Renato Marchesini

No mundo moderno, a criação de répteis como "Hobby" (Herpetocultura) é uma prática relativamente recente, mas vem crescendo de maneira vertiginosa, já sendo considerada hoje a 30 maior industria "PET" nos E.U.A. e na Europa , perdendo somente para os gatos e cães, tendo superado em muito as aves ornamentais e a aquariofilia, entre outros.

No Brasil, apesar de muito recente, o mercado "Herpe" vem seguindo esta tendência e cresce muito rapidamente.

Os répteis porém, exigem cuidados bastante distintos daqueles exigidos pelos demais animais domésticos e por isto é fundamental conhecermos a biologia, a fisiologia e as peculiaridades de cada espécie que se pretende criar.

A atual inter-relação entre os répteis e os homens nos traz questões de relevância: São os répteis bons animais domésticos? Os répteis podem ser perigosos para os seres humanos transmitindo doenças ?

Quanto à primeira pergunta, a resposta depende do conceito que se pretende adotar como animal doméstico. Nunca espere que a sua Iguana ou a sua Python (Um tipo de serpente muito procurada como animal doméstico) venha correndo fazer festinha e abanando o rabo assim que você chega em casa do serviço, mas saiba que elas vão lhe reconhecer e ficarão satisfeitas em receber um afago! Existem outras espécies que serão apreciadas em belos terrários sem que se tenha contato físico mais "íntimo", assim como peixes ornamentais em um aquário. Outro fato é que nos dias atuais, com este corre-corre em que vivemos, muitos de nós não dispõem de tempo para passear com um cão, limpar suas fezes, escovar seus pelos, enfim, dar toda a atenção que este animal solicita. Neste aspecto os répteis são indiscutivelmente mais práticos.

Quanto à Segunda pergunta, quem já não escutou as avós dizendo, "meu filho, não encoste na lagartixa porque ela transmite cobreiro!" Puro folclore. É obvio que répteis podem sim transmitir doenças aos seres humanos mas se compararmos com os outros animais domésticos os répteis são de longe os mais seguros animais domésticos que existem. Devido à grande distancia evolutiva que nos separa, as doenças que acometem um praticamente não acometem o outro (salvo algumas raras exceções que falaremos mais tarde). Portanto do ponto de vista zoonótico, os répteis são considerados muito seguros.

Mas para o sucesso e segurança destes novos hospedes, é absolutamente fundamental, a orientação de um profissional médico veterinário que detenha o conhecimento sobre o assunto e que assim possa transmitir ao novo herpetocultor as instruções fundamentais para a saúde e o bem estar do animal bem como dos seus proprietários.

Dr. Carlos Eduardo S. Goulart

CRMV-MG 4862
Médico Veterinário do Centro Veterinário Mamíferos e Cia

Fonte..:: Saúde Animal

(planeta animal)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Planeta animal: Leishmaniose Visceral Canina (LVC)

A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença infecciosa grave causada por um protozoário e transmitida através da picada de um mosquito, conhecido no Brasil como mosquito-palha, birigui e outros nomes. Geralmente acomete cães sadios, mas gatos, roedores e humanos (especialmente pessoas com imunidade diminuída como crianças, idosos e doentes) também podem ser afetados. A doença ocorre em 2 tipos - cutânea e visceral – e os sintomas podem incluir: crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, apatia, febre, hemorragias, inchaço do abdômen por causa do aumento de órgãos (baço e fígado), diarréia, vômitos, entre outros. Mas os mais comuns são os problemas de pele e pêlo como dermatite seborréica ou ulcerativa, falta de pêlo ao redor dos olhos e feridas que não cicatrizam (mais freqüentes na ponta da orelha e focinho). São também habituais feridas, na cabeça e membros, principalmente nas áreas que contactam com o chão quando o cão está sentado ou deitado. No entanto mais da metade dos cães portadores não apresentam sinal algum.

É importante ressaltar que nem todo cão com o pêlo caindo, com a unha muito grande ou que apresente fraqueza está com leishmaniose, porque os sintomas são semelhantes aos de outras doenças, como uma infecção por fungos ou a doença do carrapato (erlichiose). A confirmação do diagnóstico só pode ser feita por um médico veterinário através de exames clínicos e laboratoriais que podem diagnosticar a doença e evitar afirmações precipitadas. Qualquer precipitação neste caso, pode ser fatal para o cão.

A Leishmaniose é a doença que causa mais polêmica e controvérsia, mesmo entre os veterinários. Não há dúvidas de que a prevenção é a forma mais eficiente e humana de controle da doença. E pode ser feito com medidas simples como destinação adequada de lixo e dejetos, o uso regular de coleiras e produtos inseticidas nos cães (sob orientação do vet) e o desenvolvimento de vacinas.

Mas o tratamento de cães existe e pode ser feito utilizando diferentes drogas, de custo relativamente baixo e manipuláveis em farmácias. Desde que com o acompanhamento e responsabilidade de médico. No entanto, no Brasil, uma Portaria Interministerial proíbe o tratamento de cães com medicamentos de uso humano. E, não há medicamentos de uso veterinário! Portanto, do ponto de vista da saúde pública, a solução mais fácil é punir o animal com o veredicto do sacrifício!! Um Decreto Federal determina que todo animal "com suspeita" da doença deve ser sacrificado.

A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia como método de controle da LVC. E os resultados globais apresentados denotam que a adoção de tal técnica não tem obtido os resultados esperados, pois a doença canina e humana avança em todo o país. Porém, o Ministério da Saúde não aceita o tratamento e nem reconhece ou recomenda a vacina, a despeito de países de 1º mundo, como Espanha, França, Itália e Alemanha tratarem seus animais regularmente. O Brasil é o único país em que o sacrifício dos animais é obrigatório. Algumas cidades endêmicas de Leishmaniose chegam a MATAR 90% dos animais.

Os Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) chegam a recolher e sacrificar centenas de animais de rua para tentar controlar (??) a doença. Estes pobres coitados sequer têm direito ao julgamento, recebem de imediato o veredicto: culpado! Mas para os cães domiciliados, a coisa pode ser diferente….

A Constituição Federal do Brasil garante ao proprietário que o mesmo não é obrigado a sacrificar o seu cão, pois é sua propriedade, e se o Poder Público o fizer, poderá ser acionado por crime de Abuso de Autoridade e ainda responder por danos materiais e morais, se assim o desejar o proprietário. Para acatar esta difícil medida legal, a eutanásia, o dono tem o direito de requerer a confirmação do exame positivo para leishmaniose, através de novos testes. O cão só pode ser sacrificado após os exames confirmarem a doença. E ainda que o resultado seja positivo, o Centro de Zoonoses não poderá obrigar o dono a entregar o animal. Isto só acontecerá mediante uma ordem judicial. O proprietário também tem reservado o direito de entregar o seu cão a um veterinário de confiança que proceda à eutanásia, caso ele decida por isso.

Os exames diagnósticos, realizados hoje para identificar a doença em cães, chegam a um índice de falso positivo 48%, portanto o número de animais mortos indevidamente pode chegar a números assustadores. Por esta razão, o deputado estadual Feliciano Filho elaborou o Projeto de Lei número 510/10, que normatiza o controle da eutanásia de cães portadores de Leishmaniose Visceral Canina. O Projeto de Lei foi aprovado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e determina que para a realização da eutanásia em cães portadores de Leishmaniose no Estado de São Paulo será obrigatória a realização de, pelo menos, dois exames comprobatórios de Leishmaniose Visceral Canina de forma gratuita, pelos órgãos competentes, ou mesmo em laboratórios particulares, devidamente credenciados na Rede Oficial do Ministério da Saúde, desde que o proprietário do animal pague os custos. Tendo assim o animal, o direito a realização de exame de contra prova caso o primeiro diagnóstico laboratorial acuse resultado positivo. Isso poderia salvar as vidas de milhares de peludos, especialmente aqueles que não têm quem dê voz à sua defesa.

No entanto, O CRMV-SP encaminhou ofícios ao Secretário de Saúde e ao Governador do Estado de São Paulo solicitando que o referido Projeto de Lei seja VETADO sob alegação de que o mesmo apresenta pontos conflitantes em relação ao controle da enfermidade, podendo colocar em risco a saúde humana e animal.

Se você concorda que os animais merecem a chance de um julgamento justo, assine a Petição e apóie o Projeto de Lei 510/10 através do Blog Matar Não Resolve. Conheça o Blog e tenha mais informações sobre esta doença.

Fonte texto e imagem..:: 4 Patas News, edição julho 2010

(planeta animal)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Planeta Animal: Cuidados ao tosar seu cachorro

Pet shop é um salão de cabeleireiro para cachorros? Errado! Mesmo a rotina dos dois lugares sendo parecidas, banho e tosa para os animais não são apenas questões de beleza, e sim de higiene.

Pelos compridos e embaraçados abafam a pele e propiciam o aparecimento de fungos, micoses e dermatites, que podem levar à queda total dos pêlos. A tosa também previne doenças de pele, falhas na pelagem e problemas provocados por pulgas e carrapatos.

Escovar é fundamental
A escovação é ainda muito mais importante para a saúde do seu animal do que a tosa. Ela remove o pêlo morto e espalha melhor a gordura da pele, deixando os pêlos mais brilhantes. Além disso, a escova causa uma irrigação sangüínea que melhora a circulação e ativa o sistema imunológico. Você também deve escová-lo para evitar nós, pois, se não fizer isso, terá de raspar todo o corpo do seu amigão. Animais de pêlo longo devem ser escovados diariamente. Já os que têm pêlos mais curtinhos, uma vez por semana basta. Portanto, pegue a escova e capriche!

Tosa higiênica
Fique atento: seu bichinho precisa de higiene. Esse tipo de tosa garante a limpeza da região genital e das patinhas dos cães. No caso dos machos, da barriga também. O excesso de pêlo que fica por baixo da pata faz o animal escorregar. Já nos machos, a barriga deve ser raspada porque o pipi fica voltado para a frente. Quando ele faz xixi, seu pêlo fica sujo. afirma o veterinário José Manoel Mouriño, da Clínica Pet Place, em São Paulo. A freqüência com que deve ser feita varia de acordo com a raça e a necessidade do cachorrinho.

Banho de carinho
É necessário encontrar um funcionário que cuide com muito cuidado de seu cachorro. Procurar um profissional especializado, que se preocupe com o bem-estar e trate seu animal com carinho, é o primeiro passo para uma boa tosa. Dele depende uma série de cuidados que podem evitar acidentes. Exemplo dessa falta de carinho é o grande número de pet shops que registram casos de queimaduras em animais. Não deixe de observar se o profissional do lugar troca as lâminas da máquina para tosar ou as resfria com freqüência. Lembre-se: quando a tosa é bem feita, o bicho não reclama.

Fique de olho no pet shop
Pelos
Veja a quantidade de pêlos espalhados pelo local. Alguns fios escondidos ali podem causar micoses.

Secador
Se a temperatura estiver muito alta, pode prejudicar os olhinhos do animal, provocar uma queimadura ou um choque térmico. A temperatura deve ser morna ou fria.

Produtos usados
Seu amigo pode ter uma intoxicação se ingerir alguns produtos. Além disso, a quantidade de perfume que passam nos cães deve ser pequena, porque pode causar alergia.

(planeta animal)


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Planeta Animal: Cão da GCM de Praia Grande / SP dá lição de solidariedade doando sangue

Por Paola Vieira

Athos doou 450 ml do líquido na terça-feira (15).

Além de ajudar a Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande nos patrulhamentos de segurança e em trabalhos sociais em escolas, o pastor alemão Athos, periodicamente faz uma boa ação: doa sangue e ajuda a salvar a vida de outros cães. O cão da GCM “tirou o dia de folga” na terça-feira (15), para mostrar que a doação de sangue é um ato solidário até para os animais.

Calmo, ao lado de seu treinador, o inspetor Wagner Geraldo da Silva, Athos esteve no laboratório doando 450 ml de sangue, que deverá beneficiar outros cães. De acordo com Geraldo, dos 13 animais do canil, dez fazem doação de sangue a cada 90 dias. “Esta é uma boa ação que não prejudica o cão, muito pelo contrário, ajuda o próximo. A única coisa que altera é a rotina no dia da doação, ao invés de fazer patrulha, ele fica em repouso”.

Para quem pensa que a falta de bolsas de sangue é problema só para as pessoas, a veterinária responsável do laboratório Anclivet, Paula Nunes Rosato, alerta que a dificuldade também atinge os cães. “Hoje tenho apenas uma bolsa de sangue na geladeira, o ideal seria seis por semana. A falta de sangue em uma situação de emergência pode causar o óbito do animal. Cada dia a demanda para realização de doações é maior, e infelizmente a rotina de doação é pequena”, explica a veterinária, ressaltando que cerca de 90% da demanda por bolsas de sangue é de cães com anemia.

Segundo Paula, a iniciativa do canil de Praia Grande é louvável. “Essa boa ação ajuda a salvar vidas. A doação de sangue só compensa a partir do momento que faz bem para as duas partes, para o doador e o que recebe a doação. O cão que doa deve estar tranqüilo, não deve ter dor. Aí sim poderá ter doação”.

A veterinária explica que no cão existe cerca de dez tipos sanguíneos e não é feita uma tipagem. Por isso, na primeira transfusão não há necessidade de sangue compatível. “Já a partir da segunda transfusão o animal entra na faixa de risco e precisaria de um sangue do tipo do dele, como não tipamos, seria necessário prova de compatibilidade, assim, podemos precisar de cinco doadores até chegar um sangue compatível para ele”.

No caso dos cães, são doados 450 ml de sangue (uma bolsa), a cada 90 dias. O laboratório é o único especializado neste tipo de serviço na Baixada Santista e conta atualmente com 60 doadores cadastrados. “Mas isso não significa que todos vão doar sangue. Pode ocorrer alguma eventualidade como, por exemplo, cachorras que entraram no cio não podem doar durante o ciclo e nos próximos 30 dias”.

Quesitos - Para ser doador o cão precisa ser saudável, ter mais de 25 quilos, até 8 anos de idade, estar vacinado e vermifugado, ter acompanhamento de veterinário, não ter entrado nenhuma vez em contato com outro sangue, por exemplo, uma fêmea que já pariu e teve contato com o sangue do feto, já não pode doar.

Atendendo estas exigências é feita triagem pelo laboratório. “Serão feitos exames que dirão se está dentro dos parâmetros de referência para espécie. Depois o sangue será submetido a provas para doenças infecciosas. Estando negativo, é considerado sangue bom para doação”.

Todos os exames realizados pelo laboratório são entregues ao proprietário do animal, para que possa fazer um acompanhamento da saúde do cão junto ao veterinário de sua confiança.

Maiores informações sobre doação de sangue canina..:: 3495-6105 ou pelo site http://anclivetlab.com.br/

Fonte..:: Prefeitura de Praia Grande

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Planeta Animal: Itanhaém recebe Feira de Adoção de Animais no dia 13 de novembro

Por Secretaria de Governo / Departamento de Comunicação Social

Faça um gesto de amor e adote um amigo. No dia 13 de novembro, a ONG Amo Animal promoverá das 9 às 13 horas, a Feira de Adoção de Animais. O evento acontecerá na Avenida Jaime de Castro e terá mais de 40 animais, entre cachorros e gatos, disponíveis para adoção.


Para adotar é simples, basta ser maior de 18 anos, apresentar RG ou CPF e comprovante de residência. Os novos tutores passarão por uma entrevista, e ao final assinarão um termo de responsabilidade.

Há 25 anos no comando da ONG, Silvio Luis Guimarães revela ser uma satisfação ajudar os animais a encontrar um lar. “Seja amigo do animal, adote cachorro ou gato. É importante que a pessoa seja carinhosa e amorosa”.

O evento é uma realização da ONG Amo Animal, com o apoio da Prefeitura de Itanhaém. Para maiores informações, entrar em contato com Silvio Luis por meio do telefone (13) 9784-5888.

Fonte..:: Prefeitura Municipal de Itanhaém
 
(planeta animal, evento_programação)

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

04 de outubro: Dia Mundial dos Animais e de São Francisco de Assis, o protetor dos animais

No dia 4 de outubro é comemorado o Dia Mundial dos Animais. A data é celebrada desde 1930, em mais de 45 países, e serve não só para homenagear os nossos amiguinhos fiéis como também nos fazer refletir e lembrar os muitos animais que sofrem em mãos humanas. Nesta mesma data, também se celebra o santo católico protetor dos animais, São Francisco de Assis.

Em 1929 no Congresso de Proteção Animal em Viena, Áustria, foi declarado o dia da morte de São Francisco de Assis como o Dia Mundial do Animal, já que Francisco de Assis foi tão bondoso para os animais.

Em outubro de 1930, foi comemorado pela primeira vez o Dia Mundial do Animal. No dia 15 de outubro de 1978 foram registrados os direitos dos animais por meio da aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Animal pela Unesco.

O dia 04 de Outubro foi também escolhido para comemorar o Dia Nacional de Adotar um Animal.  Idealizado pela presidente da Fundação Animal Livre (http://www.animalivre.org.br/), o projeto nasceu para semear a paz, valorizando os princípios e valores pregados pelo padroeiro da Causa Animal, São Francisco de Assis. A proposta é que nesse dia se realizem eventos nos quais a sociedade possa discutir o assunto, provocando um questionamento, disseminando informações corretas, acabando com preconceitos sobre a adoção de animais abandonados.

Lembre-se, não só no Dia Mundial do Animal, mas em todos os dias, devemos amar e respeitar os animais e defendê-los dos muitos os crimes a que são submetidos sem a menor piedade ou respeito.

Fonte imagem e texto..:: Turismo 4 Patas

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Animal perdido na rua: o que fazer para ajudar?

Por..:: Valmir Storti, do Greenvana

Já aconteceu com você de encontrar um animal perdido na rua? É uma cena relativamente comum nas grandes cidades. Um cão que se perdeu ou foi abandonado pelo dono. É uma situação que requer uma decisão. “Eu vou ajudar?” É crescente o número de pessoas que vêm se movimentando para reduzir o sofrimento de animais sem dono.

O Portal Arca de Noé tem algumas sugestões interessantes. A primeira delas é oferecer água e alimento ao animal perdido, de preferência em um ambiente onde esteja seguro. Se ele demonstrar um comportamento não saudável, é necessário levá-lo a um veterinário e evitar que tenha contato com outros animais. Há protetoras que se aproximam dos animais desconhecidos oferecendo frango cru, mas comida em geral é a melhor forma de se aproximar.



 Créditos imagem..:: Associação Araraquarense de Proteção aos Animais

Então, é melhor procurar saber se o bicho tem um dono que está desesperado à sua procura ou se foi simplesmente abandonado. Providencie uma foto e no computador faça um impresso com a imagem, informando o dia em que foi encontrado, tamanho, cor e deixe um telefone de contato que nem precisa ser o seu. Pode ser o de um pet shop próximo à sua casa, local onde você deixaria também um cartaz, pois certamente será onde um dono passará para saber se alguém falou algo sobre ter encontrado um animal perdido.

Caso não apareça um dono e você queira encontrar um para o cão ou o animal que for, entre em contato com o centro de zoonozes ou uma ONG próximos de onde mora.

Na internet, é possível fazer uma busca por “feira permanente de adoção de animais”. Pode haver uma próxima à sua casa e você nem sabe. Há diversas dessas por aí. Existem também sites como o Cachorro Perdido que oferecem cadastros de achados, perdidos e interessados em adotar um bicho.

Anuncie em redes sociais, pois pode haver alguém que esteja querendo ter um amigo de estimação em casa. Se não houver outro jeito, providencie uma casinha improvisada e mantenha-o como “animal comunitário”, que terá de ser castrado. Mas ele poderá ser um cão “da vizinhança”, mesmo sem ter um lar específico, desde que seja alimentado e bem tratado. Há locais que fazem a castração gratuitamente e é importante manter uma plaquinha de identificação no animal.

Fonte..:: Yahoo

(planeta animal, recicle suas idéias)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Planeta Animal: Proteja seu animal de estimação do barulho dos fogos de artifício

Rojões usados nas festas de fim de ano assustam os pets; veja cinco atitudes para deixá-los protegidos na passagem do ano

Fim de ano sempre significa festa: a família ou os amigos reunidos, mesa farta e muito alto-astral. Mas para os bichos de estimação este momento costuma ser de muito medo por conta das pessoas desconhecidas e dos rojões e fogos de artifício.

"Cães e gatos ouvem bem melhor que os humanos. Por isso, o barulho é um incômodo para eles", alerta o veterinário Marcelo Quinzani. Nessa época de festas, saiba quais atitudes tomar para proteger seu bicho de estimação na passagem de ano.

5 maneiras de proteger seu bicho do barulho dos fogos:

1. Evite fugas
A primeira coisa a fazer nas noites de festa é fechar bem as portas e as janelas. No desespero, cães e gatos tentam fugir.

2. Crie um refúgio
Coloque seu bicho em um lugar onde ele se sinta seguro. Mantenha a luz acesa e, se ele estiver acostumado, deixe TV e rádio ligados. Converse um pouco e faça carinho.

3. Jamais ofereça a comida da ceia
Pode até ser que o peru esteja divino e a maionese seja light. Mas nada de dar ao seu bicho a comida da ceia de Réveillon. Problemas de digestão, somados ao pânico que ele sente dos rojões, podem até levar à morte, em casos extremos. Alimente-o com a ração de costume e ofereça água. Evite até dar os biscoitinhos dele.

4. Solte a coleira
Não deixe seu cachorro ou gato na coleira. Muitos animais, quando presos, morrem por enforcamento, no desespero de fugir dos fogos e rojões. Se precisar isolá-lo, deixe-o fechado num quartinho.

5. Acalme-o
Homeopatia, florais e acupuntura podem diminuir o medo e a ansiedade do seu animal. Mas esses tratamentos devem ser feitos ao longo do ano. Em casos muito graves, converse com o veterinário sobre aplicar um sedativo.

Fonte..:: Abril
 
(planeta animal)


sábado, 17 de julho de 2010

Planeta Animal: Ingestão excessiva de pêlos - problema em raças de pêlo longo e semilongo

O maior problema enfrentado pelos proprietários e criadores de gatos, principalmente aqueles dotados de muito pêlo, é o aparecimento de "fecalomas", que são bolas de pêlo formadas pela sua ingestão excessiva durante a sua "toalete".

Gatos de pêlo semilongo, como os da raça Sagrado da Birmânia, não fogem à regra. Entretanto, por terem uma pelagem não tão abundante como os da raça Persa, uma escovação semanal e um banho mensal (não obrigatório) são suficientes para prevenir e evitar que façam a ingestão de pêlos em excesso.
Além disso, em situações particulares como o verão e a época do cio, que fazem com que o animal perca muito pêlo, você pode lhe oferecer pastas próprias vendidas em lojas de animais, que possuem a função de proteção contra os fecalomas, facilitando a sua eliminação.

Alguns criadores utilizam ervas ao invés das pastas, que após a mastigação pelo animal, provocam vômitos, eliminando os pêlos ingeridos. É importante lembrar que o banho ajuda muito a eliminação de pêlos mortos, evitando assim que o gato ingira pêlos que não tenham sido retirados durante a escovação.

Créditos imagem..:: lepetitchat

Fonte texto..:: Petsite

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Aquário Municipal de Santos: Lobo-marinho Macaezinho morre neste domingo

O lobo-marinho Macaezinho, mascote do Aquário Municipal de Santos há mais de 15 anos, morreu neste domingo. O animal será taxidermizado.

A veterinária Cristiane Lassalvia acredita que a tristeza pela falta da companheira Alegra no tanque, morta em janeiro deste ano, possa ter contribuído na morte do animal. De acordo com ela, 15 dias depois da morte de Alegra, Macaezinho passou a externar problemas de saúde, acumulados por cerca de 17 anos – tempo considerado elevado para animais de cativeiro.

“É um dia triste para todos. Para Santos”, lamentou a chefe de Departamento de Equipamentos Turísticos da Secretaria Municipal de Turismo, Miriam Guedes de Azevedo.

Histórico
Macaezinho era um lobo-marinho da espécie Arctophcefalus Australis, originário da região meridional da Patagônia. Em 1995, o animal, ainda bem novo, encalhou no litoral da região e recebeu o nome de Macaezinho em homenagem ao Macaé, outro lobo-marinho que foi a atração do Aquário por muitos anos.

Lobos-marinho fora do cativeiro, em seu habitat natural, têm expectativa de vida entre 13 e 15 anos, segundo explica o médico veterinário Gustavo Henrique Pereira Dutra. Macaezinho até ultrapassou essa expectativa.

Em janeiro de 2009, o animal ganhou uma companheira da espécie Arctocephalus Tropicalis, que foi recolhida pela Polícia Ambiental em Itanhaém, em agosto de 2008. Alegra foi o nome dado ao lobo-marinho fêmea, escolhido em um concurso promovido pela Secretaria de Turismo.

Alegra dividiu por dois anos o tanque do Aquário com Macaezinho. O animal morreu em 4 de janeiro deste ano, decorrente de um colapso cardiorrespiratório.

Fonte..:: A Tribuna
 
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Planeta Animal: Cuidados com o pet durante uma reforma

Durante os reparos ou reforma de uma casa os animais de estimação podem ficar perturbados devido à interrupção de sua rotina diária. Prevendo e atendendo suas necessidades, você pode ajudar o seu cão ou gato a suportar toda bagunça de uma reforma.

Prepare-se para quando os operários chegarem. Muitos cães e gatos têm um instinto protetor e podem muito facilmente agredir os operários que parecem estar invadindo o seu território. Outros animais podem buscar segurança escondendo-se e o local escolhido como refúgio pode apresentar problemas de segurança durante as obras. Outros ainda, assustados, podem escapar para fora de casa sorrateiramente.

Os elevados ruídos produzidos durante uma construção podem ser enervantes para um animal. O ideal é mantê-los em uma área fechada com seus objetos favoritos como cobertores e brinquedos a fim, de lhes dar certa sensação de segurança.

Após os trabalhadores terem ido embora, fiscalize o ambiente e recolha objetos perigosos como pregos e materiais cortantes antes de soltar os animais. Eles tendem a investigar objetos não familiares e podem se ferir com os restos da obra.

O ideal é que os animais fossem removidos do ambiente durante a reforma. Neste caso, eles podem ser levados para passearem durante o dia, deixados na casa de amigos ou até mesmo, hospedados em hotéis para animais. Estas seriam boas maneiras de conseguir afastar os bichinhos de todo estresse de uma construção.

As reformas interrompem a rotina normal dos animais, faz com que fiquem confinados em áreas limitadas sujeitos a ruídos assustadores e expostos a pessoas estranhas que entram e saem a toda hora. A fase de construção é uma boa ocasião para manter uma rotina de higiene como escovação diária e banhos e fazer com que os bichanos se exercitarem o quanto possível.

Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira
Médica veterinária – UFV
Especialização em clínica e cirurgia – UFV
Mestrado em cirurgia – Unesp – Jaboticabal

Fonte..:: Pet Shop Alqmia

(planeta animal)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Planeta Animal: Vacinação antirrábica 2011

Por Fernanda Borges

A vacinação antirrábica para cães e gatos estava prevista para ser iniciada em todo o país no mês de julho, mas houve atraso no cronograma para alguns Estados. Segundo informações do Ministério da Saúde, as vacinas passam por testes mais apurados para evitar reações – como as registradas em 2010, quando alguns animais chegaram a morrer – e por isso houve uma demora maior do que a prevista inicialmente.

Segundo a pasta, as vacinas deveriam ter sido entregues para os Estados em maio passado, mas com a realização dos testes – feitos pelo laboratório Tecpar – apenas os Estados que registram casos de raiva receberam as doses, que foram importadas. No total, cerca de 10 milhões de vacinas foram adquiridas de um laboratório no exterior.

Até agora, onze Estados que registram casos da doença nos últimos três anos já receberam as vacinas e realizam as imunizações. São eles: Maranhão, Ceará, Pernambuco, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul.

Nos demais Estados, segundo o ministério, as doses devem começar a ser entregues no mês de agosto e as campanhas devem ocorrer até o final deste ano. Em São Paulo, por exemplo, não há registros de casos de raiva humana transmitida por um cão desde janeiro de 1997. E, em 1998, também foi registrado o último caso de transmissão de cão para cão. Sendo assim, segundo a pasta, não há urgência de realização da campanha.

O ministério informou ainda que, caso haja um eventual registro em um local que ainda não recebeu a vacina, existem estoques estratégicos (com até 1 milhão de doses) que serão usados para o bloqueio. A pasta garantiu que todo o país receberá a campanha antirrábica até o fim do ano e que 31,9 milhões de doses devem ser aplicadas.

A raiva é uma doença contagiosa, transmitida pelo contato, de caráter agudo, ou seja, quando os sintomas aparecem são de forte intensidade e podem levar a morte. É causada pelo Rhabdovirus, que atinge de maneira letal o sistema nervoso do indivíduo contaminado. Além da transmissão entre cães, gatos e até morcegos, a raiva também pode afetar os seres humanos.

Então, fique de olho nas datas da sua cidade e não deixe de imunizar o seu companheiro, pois essa é a única maneira de prevenção. Desta forma, tanto o pet quanto sua família estarão seguros e podem aproveitar o melhor desta amizade.

Fonte..:: Band Animal

(planeta animal)
 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Planeta Animal: Blumenau Pet Fashion

A primeira edição do Blumenau Pet Fashion reunirá, em um mesmo espaço, as maiores empresas do mercado, especialistas renomados, novidades em serviços e pessoas apaixonadas por animais. O evento acontecerá no Parque Vila Germânica de Blumenau, em Santa Catarina, nos dias 20 e 21 de novembro e pretende atrair cerca de 15 mil pessoas. A programação intensa do evento conta com atividades voltadas tanto para o mercado profissional quanto para o público geral.

Cerca de 27 stands dos segmentos de nutrição, estética, saúde, lazer, cuidados e comportamento, apresentarão as inovações em serviços e produtos para os animais de companhia. Também pets e um Concurso Nacional de Tosa.

Cerca de 6.000 pessoas e 1.300 cães poderão se inscrever gratuitamente através do site do evento para participar da tradicional Cãominhada de Blumenau, que acontecerá em sua décima edição propondo um passeio noturno no dia 20, às 18h, com saída do centro de eventos Parque Vila Germânica. E, dentro da grade do evento, o Simpósio do Blumenau Pet Fashion traz renomados profissionais do mercado para esclarecer dúvidas sobre diferentes áreas do universo pet, desde assuntos relacionados à estética animal, passando por comportamento e, claro, informações sobre os cuidados com os animais domésticos durante viagens e passeios que serão abordadas durante a palestra “Manual do pet Viajante”, que será ministrada pela representante do Portal Turismo 4 Patas, a turismóloga, Larissa Rios. Toda a cobertura on line do evento será feita pela equipe Núcleo Pet.

Informações..:: http://www.blumenaupetfashion.com.br/

Fonte..:: 4 Patas News - Edição Nº 037 - Novembro de 2010, por email.

(planeta animal)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cuidados com os animais de estimação em dias muito quentes

Em dias muito quentes e abafados, as pessoas procuram aliviar a sensação de calor com roupas leves, banhos, bebidas geladas, etc.. Mas você já parou para pensar como se sentem os cães nesses dias? Recobertos pela pelagem, seria como se você estivesse vestindo um casaco de inverno em pleno verão... Por esse motivo, devemos tomar alguns cuidados com nossos animais durante as épocas quentes.  

Cães e gatos, além da pelagem, que piora a sensação de calor, não possuem glândulas de suor, ou seja, eles não suam como as pessoas. O mecanismo da sudorese faz com que a temperatura do organismo diminua. Sem esse recurso, os animais ficam de boca aberta no calor, ofegando, isto é, fazendo com que o ar frio entre e resfrie seu corpo. Quanto mais ofegantes estão, mais calor estão sentindo.

Com essas 'desvantagens', dá para concluir que os animais podem passar maus momentos com o calor extremo. As raças de cães muito peludas e adaptadas a invernos rigorosos sofrem ainda mais, pois além da pelagem e a falta de glândulas de suor, possuem uma camada de gordura sob a pele, para protegê-los do frio.

Para garantir o bem-estar dos animais no verão, passamos algumas dicas:

1. Deixe água fresca e, se possível, resfriada (não gelada), no bebedouro do cão. Vá trocando durante o dia. Alguns cachorros costumam bater as patas dentro do recipiente de água para se molharem quando está calor. Não há problemas nisso, mas observe sempre para que o cão não fique sem água.

2. Não passeie com o animal nos horários quentes do dia. Além do calor, ele pode queimar as patas no piso. Leve-o para a rua em momentos mais frescos (início e final da tarde) e ande em lugares sombreados.

3. JAMAIS deixe o cão preso dentro do carro, mesmo se os vidros ficarem semi abertos. O animal pode superaquecer e passar mal.

4. Não use focinheiras fechadas para passear com o cachorro. Se tiver que utilizá-las, opte por modelos arejados que permitam que o cão fique com a boca aberta em seu interior.

5. Se a raça de seu cão pode ser tosada, diminua bastante a pelagem dele durante o verão. Nessa hora é mais importante o bem-estar de seu animal do que a beleza.

6. Quem mora em regiões quentes nunca deve optar por raças adaptadas ao inverno (Husky siberiano, Malamute do alaska, Bernese, etc..). Mas se já fez essa escolha, seu cão pode necessitar de ar-condicionado ou ventilador no verão para suportar o calor, caso esteja extremamente ofegante. Aqui não se trata de "cuidar de bicho como gente" e sim adequar a temperatura ambiente àquela que o animal possa suportar.

7. Observe que o local onde o cachorro fica tenha sempre uma parte sombreada durante o dia, independente da casinha de cachorro. Esta é um local extremamente quente para o cão ficar sob o sol.

8. Atenção especial para cães que adoram a água, como os labradores. Eles podem entrar em piscinas para se refrescarem e não conseguirem sair depois, o que causa afogamento.

9. Se o seu cão estiver extremamente ofegante num dia quente, dê um banho frio para diminuir sua temperatura. Ou molhe seu corpo para refrescá-lo.

10. No caso das aves, deixe uma vasilha rasa com água, para que o pássaro possa tomar banho e se refrescar. A gaiola deve ficar sempre à sombra.

11. Pequenos roedores como hamsters podem sentir muito calor no verão. Deixe a gaiola num local fresco, sombreado e arejado durante o dia.

Os sinais que nos mostram que o animal está com muito calor são bem fáceis de observar: boca aberta e respiração ofegante, deitar-se em locais com piso frio com as patas traseiras abertas, beber muita água (nos dias quentes) e procurar sempre a sombra. Garanta que o verão seja uma época agradável para o seu melhor amigo.

Fonte..:: Webanimal

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Planeta Animal: Plantas com poder curativo na saúde animal

Por Isabela Simoni*

O Brasil detém uma vasta fonte de produtos naturais que podem ser úteis para a prevenção ou tratamento de doenças ou para o alívio dos sintomas tanto para uso em humanos como em animais. Os produtos naturais são obtidos em grande parte de espécies vegetais com valor terapêutico que pode ser utilizado como medicamento e são chamadas de plantas medicinais. As propriedades biológicas podem ser diversas tais como, atividade anti-inflamatória, antibacteriana, antiviral, antifúngica, imunoestimulante antiparasitária e inseticida.

O uso de plantas medicinais nos animais pode ser empregado nas diversas doenças como as que afetam as vias respiratórias, as entéricas e que são causadas por vários agentes patogênicos tais como fungos, bactérias ou vírus e as doenças causadas por ecto e endo parasitas. Dentre as doenças causadas por vírus as principais estão relacionadas, por exemplo, com os birnavírus, reovírus, circovírus, e herpesvírus e causam doenças em aves, bovinos, suínos e equinos.

A melhor prática para uma vida saudável é a prevenção e certas medidas simples podem ser muito eficazes. A primeira delas é promover a redução da quantidade dos agentes causadores de doenças por meio da higiene e limpeza. Porém, quando esta prática não for suficiente o mais recomendável é proceder-se a vacinação do indivíduo ou animal e que tem por finalidade estimular o sistema imune e dar condições ao organismo de se defender do agente infeccioso. As vacinas são preparadas de duas formas uma pela utilização do microorganismo patogênico inativado ou morto e a outra pelo agente atenuado. Assim, os animais ficam protegidos pela produção de anticorpos específicos e/ou pela resposta celular do antígeno introduzido no organismo levando a imunidade contra o agente patogênico.

Quando nenhuma dessas medidas for suficiente para o controle das doenças também existem dois caminhos para o tratamento: o convencional e o alternativo. No convencional utilizam-se produtos químicos sintéticos que podem provocar poluição no meio ambiente e risco de intoxicação do produtor ou do animal. Além disso, pode ocorrer a presença de resíduos nos alimentos (carne, leite, ovos) e o surgimento da resistência do patógeno. Na prática alternativa, por outro lado, os produtos naturais geralmente são biodegradáveis, o custo de produção é baixo, além de propiciar o aproveitamento dos recursos da biodiversidade de forma sustentável e ser uma opção para o uso de insumos na agricultura agroecológica (Chagas, 2004).

Os extratos vegetais e fitoterápicos disponíveis na prática são poucos, devido a vários fatores, principalmente a falta de conhecimento detalhado da eficácia, a falta de padronização, a problemas durante o cultivo pela perda do princípio ativo, a variabilidade sazonal na composição da planta ou mesmo do seu estágio de desenvolvimento e também no seu preparo, no processo de extração, secagem, estocagem e estabilidade etc. Além disso, antes da comercialização é preciso realizar estudos dos efeitos tóxicos e/ou anti-nutricionais, neurotóxicos, carcinogênicos, mutagênicos, toxicidade aguda, sub-aguda, crônica, reprodução e teratologia entre outras. Também é preciso ter conhecimento a respeito do mecanismo de ação dos compostos, da melhor forma de administração, dose e posologia.

Todos os aspectos levantados devem ser estudados a partir do momento em que um produto natural já foi pesquisado quanto a sua eficácia e é por isso que existem poucas opções. Entretanto, nos últimos anos muitos esforços são feitos por vários pesquisadores do Brasil com perspectivas encorajadoras do uso de plantas medicinais no tratamento alternativo e complementar na veterinária tanto pelo emprego de vegetais frescos ou de extratos vegetais como também de fitoterápicos administrados de forma complementar ou como insumos. A utilização como suplemento alimentar ou funcional tem por objetivo melhorar o crescimento a conversão alimentar, a redução da mortalidade e o controle de microorganismos do trato gastrintestinal dos animais. Dentre os exemplos do uso como suplemento alimentar ou funcional em suínos foi realizado uma meta análise para avaliar o desempenho comparativo entre a adição de extratos vegetais e uso de antimicrobianos sintéticos. Foram utilizadas 11 publicações e avaliados os dados do consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar com melhora no ganho de peso e também não foi constada diferenças significativas quando comparados entre a adição de extratos e os antimicrobianos sintéticos. As seguintes plantas foram estudadas para leitões: Allium sativum L. (alho); Curcuma longa L. (açafrão); Echinacea purpúrea L. Moenche (equinácea); Quillaja saponaria; Yucca schidigera; Origanum vulgari (orégano); Caryophyllus aromaticus (cravo da índia) (Hauptli, et al., 2007).

As pesquisas sobre a utilização de produtos naturais são muito promissoras também em enfermidades tais como verminoses em caprinos e ovinos ou no controle de ectoparasitas, estudos sobre atividades inseticida, antimicrobiana e antiviral. As verminoses afetam o trato gastrintestinal dos ruminantes e diminui a produtividade do rebanho. Geralmente, os trabalhos utilizam como indicador a eficácia na redução da infecção por nematódeos, a eclosão de ovos, desenvolvimento larvar, redução do número de ovos nas fezes e da carga parasitária adulta. Os principais patógenos de importância pertencem a família Trichostrongylidae que são vermes pequenos e capilariformes e o principal é o Haemonchus contortus. No trabalho de Furtado, 2006 foi feito um levantamento bibliográfico de plantas utilizadas como vermífugas sendo que foram encontradas 106 espécies consideradas como antiparasitárias sendo que 8 espécies apresentaram evidências de alta atividade anti-helmíntica. Destas, duas foram escolhidas, a Dicksonia sellowiana (Presl) Hook. (xaxim) que apresentou alta eficácia na redução de ovos de helmintos gastrintestinais de ovinos e a Pterocauron interruptum DC. com redução parasitária de 47% para trichostrongilídeos de ovinos.

O carrapato bovino afeta 75% da população causando danos como espoliação sanguínea, perda de peso ou de leite, intoxicação por toxinas na corrente sanguínea e transmissão de agentes infecciosos como riquétsias e a babesia. Farias et al., 2007 estudaram com sucesso o potencial acaricida de óleo de sementes de andiroba (Carapa guianensis Aubl.) com 100% de mortalidade de fêmeas ingurgitadas com inibição da ovipostura em testes in vitro de ácaros de bovinos.

Muitas pesquisas são relatadas na literatura sobre as propriedades anti-microbianas de diversas espécies vegetais tanto exóticas como as nativas e são importantes principalmente para o estudo do potencial desinfetante e anti-séptico, por exemplo, contra a mastite bovina que é um dos principais problemas sanitários da pecuária leiteira. A maioria dos testes é realizada in vitro com a exposição direta de bactérias ou fungos e a contagem dos microorganismos que podem ser Gram positivos ou Gram negativos. Dentre as espécies relatadas destaca-se, por exemplo, a atividade anti-microbiana do extrato de folhas de jambolão (Syzygium cumini (L.) Skeels)( Loguercio, et al., 2005).

As doenças causadas por vírus são os maiores desafios atuais na busca de alternativas de combate e muitos esforços têm sido feitos principalmente voltados para estudos com os herpesvírus. Esses patógenos são os mais escolhidos em modelos in vitro em experimentos que utilizam culturas celulares por apresentarem efeito citopático rápido, evidente e permitir a avaliação da inibição dos extratos vegetais sobre os vírus ou durante a sua replicação nas células. Os produtos naturais ideais devem penetrar na célula parar ou prevenir a replicação viral sem causar danos à célula hospedeira, fato difícil de se obter por que os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e assim, necessitam das ferramentas celulares para produção da progênie. Além disso, os produtos naturais devem ser muito pouco citotóxico, ter um amplo espectro de ação e não induzir resistência viral. Todos os requisitos tornam a busca por antivirais difícil e programas de seleção in vitro são adotados para otimizar a busca. Extratos de mais de 100 espécies de plantas já foram estudadas e entre as espécies de plantas mais promissoras estão vegetais muito conhecidos como Persea americana Mill. (Abacate) e Peumus boldus (Boldo-do-Chile); e também espécies nativas tais como Campomanesia xanthocarpa (Mart.) O.Berg (Gabiroba) e Xylopia aromatica (Lam.) Mart. (pimenta-de-macaco) (Simoni, et al., 2007).

Referências
Chagas, A.C.S. Controle de parasitas utilizando extratos vegetais. Revista Brasileira de
Parasitologia Veterinária, Rio de Janeiro, v. 13, suplemento 1, p. 156-160, 2004.
Farias, M.P.O.; Sousa, D.P.; Arruda, A.C.; Arruda, M.S.P.; Wanderley, A.G.; Alves, L.C.; Faustino, M.A.G. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.9, n.4, p.68-71, 2007
Furtado, S.K. Alternativas fitoterápicas para o controle da verminose ovina no Estado do Paraná: testes in vitro e in vivo. 2006. Tese (Doutor em Ciências – Área de Produção Vegetal) – Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2006.
Hauptli, L.; Lovatto, P.A.; Hauschild, L. Comparação da adição de extratos vegetais e antimicrobianos sintéticos para leitões na creche através de meta-análise. Ciência Rural, Santa Maria, v.37, n.4, p.1084-1090, 2007.
Loguercio, A.P.; Battistin, A.; Vargas, A.C.; Henzel, A.; Witt, N.M. Atividade antibacteriana de extrato hidro-alcoólico de folhas de jambolão (Syzygium cumini (L.) Skells). Ciência Rural, Santa Maria, v.35, n.2, p.371-376, 2005.
Simoni, I. C.; Manha, A. P. S.; Sciessere, L.; Hoe, V. M. H.; Takinami, V. H.; Fernandes, M. J. B. Evaluation of the antiviral activity of Brazilian Cerrado plants against animal viruses. Virus Reviews and Research, Rio de Janeiro, v.12, p.25-31, 2007.

*Isabela Simoni possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de Santo Amaro (1980), mestrado em Biologia Celular e Estrutural pela Universidade Estadual de Campinas (1984) e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (2001). Atualmente é pesquisador científico do Instituto Biológico. Tem experiência na área de Biologia Celular e Virologia, com ênfase em Cultivo de células in vitro, atuando principalmente nos seguintes temas: controle alternativo de patógenos, virus da doenca de gumboro, plantas medicinais, atividade antiviral contra herpesvírus animal, bioensaios, citotoxicidade, IBDV, BoHV-1, SuHV-1 e EHV-1.

Contato..:: simoni@biologico.sp.gov.br

Fonte..:: Infobibos
 
(planeta animal, papo de biologia)
 

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